UNICESUMAR - Centro Universitário de Maringá (PR) — Prova 2019
Qual é a conduta adequada frente a um profissional da saúde exposto a material perfurocortante, sabendo que a situação vacinal e sorológica do profssional de saúde exposto é desconhecida e da pessoa-fonte é hbsag não reagente?
Acidente perfurocortante, fonte HBsAg não reagente, profissional desconhecido → testar profissional, se não imune, revacinar.
Em caso de acidente perfurocortante com fonte HBsAg não reagente, o risco de transmissão de hepatite B é baixo. A conduta foca na proteção do profissional: verificar seu status vacinal e sorológico para hepatite B. Se a resposta vacinal for inadequada ou desconhecida, uma nova série de vacinação é indicada para garantir a imunidade.
Acidentes com material perfurocortante são eventos comuns e de grande preocupação em ambientes de saúde, devido ao risco de transmissão de patógenos como HIV, vírus da hepatite B (HBV) e vírus da hepatite C (HCV). A conduta pós-exposição deve ser rápida e baseada em protocolos claros, considerando o status sorológico da pessoa-fonte e do profissional exposto. No cenário descrito, a informação crucial é que a pessoa-fonte é HBsAg não reagente. Isso significa que a fonte não está infectada com o vírus da hepatite B e, portanto, o risco de transmissão do HBV é praticamente nulo. Diante dessa informação, a administração de imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAB) não é necessária, pois a IGHAB é indicada apenas quando há risco de transmissão do HBV da fonte. A conduta, então, deve focar na proteção do profissional de saúde contra futuras exposições. Como a situação vacinal e sorológica do profissional é desconhecida, o passo inicial é testá-lo para determinar seu status de imunidade à hepatite B (dosagem de anti-HBs). Se o profissional não tiver imunidade protetora (anti-HBs < 10 mUI/mL ou ausente), uma segunda série de vacinação completa contra hepatite B deve ser iniciada ou completada para garantir sua proteção a longo prazo. Essa abordagem visa otimizar recursos e evitar intervenções desnecessárias, focando na segurança e imunização do trabalhador.
O HBsAg (Antígeno de Superfície da Hepatite B) da pessoa-fonte indica se ela está infectada com o vírus da hepatite B. Se for não reagente, o risco de transmissão do HBV é mínimo, simplificando a conduta.
A IGHAB é indicada quando a pessoa-fonte é HBsAg reagente e o profissional exposto não é imune, para conferir proteção passiva imediata.
A resposta vacinal é avaliada pela dosagem do anti-HBs (anticorpo contra o antígeno de superfície da hepatite B). Níveis > 10 mUI/mL indicam imunidade protetora.
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