HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
O ofidismo é responsável por grande parte dos acidentes causados por animais peçonhentos. No Brasil, estima-se que ocorram cerca de 19 a 22 mil acidentes ofídicos por ano. Qual o acidente ofídico mais comum no território brasileiro?
Acidente ofídico mais comum no Brasil = Botrópico (jararaca).
No Brasil, o acidente ofídico mais comum é o botrópico, causado por serpentes do gênero Bothrops (popularmente conhecidas como jararacas, jararacuçus, urutus, etc.). Este gênero é responsável por aproximadamente 90% dos acidentes ofídicos registrados no país, devido à sua ampla distribuição geográfica e hábitos.
O ofidismo representa um grave problema de saúde pública no Brasil, com milhares de acidentes anuais. A identificação do tipo de acidente ofídico é crucial para o manejo adequado e a administração do soro antiofídico específico. No território brasileiro, quatro gêneros de serpentes peçonhentas são de importância médica: Bothrops (jararacas), Crotalus (cascavéis), Lachesis (surucucus) e Micrurus (corais verdadeiras). Dentre esses, o gênero Bothrops é o responsável pela vasta maioria dos acidentes, correspondendo a cerca de 80-90% dos casos. As serpentes desse gênero são amplamente distribuídas por todo o país e habitam diversos ecossistemas, o que justifica a alta incidência de acidentes botrópicos. As manifestações clínicas típicas incluem dor e edema local, sangramentos (gengivorragia, equimoses), e, em casos mais graves, necrose e insuficiência renal aguda. O conhecimento da epidemiologia dos acidentes ofídicos é fundamental para a formação de residentes e profissionais de saúde, permitindo uma suspeita diagnóstica rápida e a instituição do tratamento correto, que consiste na soroterapia específica. A prevenção, através de medidas de segurança em áreas rurais e de mata, também é um pilar importante no controle desses acidentes.
Os sintomas incluem dor e edema local, sangramentos (gengivorragia, equimoses, hematúria), bolhas, necrose e, em casos graves, insuficiência renal aguda e coagulopatia.
O tratamento principal é a administração do soro antibotrópico, que deve ser feito o mais precocemente possível. Medidas de suporte, como analgesia e hidratação, também são importantes.
A diferenciação é feita pela identificação da serpente (se possível), características da picada e, principalmente, pelo quadro clínico. O botrópico causa principalmente alterações locais e coagulopatia, enquanto o crotálico causa neurotoxicidade e miotoxicidade, e o elapídico neurotoxicidade grave.
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