UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Homem, 54 anos, é vítima de picada de cobra em membro superior direito. Pode-se afirmar que a melhor conduta é:
Picada de cobra → Remover do perigo, limpar ferida, elevar membro, transporte URGENTE para soro antiofídico.
A conduta inicial em caso de picada de cobra foca na segurança do paciente e na preparação para o tratamento hospitalar. Remover do perigo, limpar a ferida com água e sabão, elevar o membro afetado e transportar rapidamente para um centro de referência são as ações corretas, enquanto torniquetes, sucção ou crioterapia são contraindicados.
Os acidentes ofídicos representam um importante problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais. A conduta inicial correta após uma picada de cobra é crucial para minimizar os danos e garantir o tratamento adequado. O primeiro passo é sempre remover o paciente da área de perigo para evitar novas picadas. Em seguida, a ferida deve ser limpa com água e sabão para prevenir infecções secundárias. É fundamental manter o membro afetado elevado e em repouso, pois isso pode ajudar a diminuir a absorção e a disseminação do veneno, além de reduzir o edema local. O transporte rápido do paciente para um hospital ou centro de referência é imperativo, pois a avaliação médica determinará a necessidade e o tipo de soro antiofídico a ser administrado, que é o tratamento específico para neutralizar o veneno. É importante ressaltar que diversas práticas populares são contraindicadas e podem agravar o quadro. Não se deve fazer torniquete, pois ele pode causar isquemia e necrose do membro, além de não impedir a absorção do veneno. Incisões no local da picada, sucção do veneno, aplicação de gelo ou substâncias caseiras também são ineficazes e podem introduzir infecções ou retardar o tratamento adequado. A prioridade é sempre o transporte rápido para o atendimento médico especializado.
As medidas essenciais incluem remover o paciente da área de risco, lavar a ferida com água e sabão, manter o paciente em repouso e elevar o membro afetado, e transportá-lo rapidamente para um serviço de saúde.
Torniquetes podem piorar a isquemia local e aumentar o risco de necrose, enquanto a sucção é ineficaz para remover o veneno e pode introduzir infecções, além de atrasar o transporte para o tratamento definitivo.
O transporte rápido é crucial para que o paciente receba a avaliação médica e, se necessário, a administração do soro antiofídico o mais breve possível, o que é fundamental para neutralizar o veneno e prevenir complicações graves.
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