USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Você atende um paciente de 20 anos que estava caminhando na beira do rio, quando encostou em um galho de árvore e sentiu uma ardência e dor em queimação no braço direito. A pele ficou com eritema e edema na região de contato, evoluindo com lesões puntiformes eritematosas nos pontos de inoculação das cerdas. O paciente apresentou apenas lesões locais e foi orientado a lavar o local com água corrente e colocar compressas geladas. Qual a principal complicação causada pelo envenenamento das cerdas das lagartas deste gênero?
Acidente por lagarta Lonomia → coagulopatia com manifestações hemorrágicas graves.
O envenenamento por lagartas do gênero Lonomia, especialmente Lonomia obliqua, é conhecido por induzir uma grave coagulopatia de consumo, levando a manifestações hemorrágicas sistêmicas. Embora inicialmente possa haver apenas sintomas locais, a complicação mais séria é a síndrome hemorrágica.
O acidente por lagartas do gênero Lonomia, conhecido como lonomismo, é um problema de saúde pública em algumas regiões do Brasil, especialmente no Sul. As toxinas presentes nas cerdas das lagartas, ao entrarem em contato com a pele, podem causar desde reações locais (dor, eritema, edema) até uma grave síndrome hemorrágica sistêmica. A espécie Lonomia obliqua é a mais associada a casos graves. A fisiopatologia do lonomismo envolve a ação de componentes do veneno que ativam o sistema fibrinolítico e alteram a coagulação sanguínea, levando a um estado de coagulopatia de consumo. Isso resulta em um risco aumentado de sangramentos em diversos sítios, como equimoses, epistaxe, gengivorragia, hematúria e, em casos mais graves, hemorragias intracranianas ou em outros órgãos vitais. O manejo inicial inclui medidas locais como lavagem com água e compressas frias. No entanto, a principal preocupação é a prevenção e tratamento das manifestações hemorrágicas. A avaliação laboratorial da coagulação (TAP, PTTa, fibrinogênio) é fundamental. O tratamento específico é a administração do soro antilonômico, que deve ser considerado em todos os casos com alterações da coagulação ou risco de sangramento, mesmo que os sintomas locais sejam leves.
Inicialmente, o paciente pode apresentar dor em queimação, eritema, edema e lesões puntiformes no local de contato com as cerdas da lagarta.
A principal complicação é a síndrome hemorrágica, decorrente de uma coagulopatia de consumo induzida pelas toxinas, que afeta a hemostasia.
O tratamento específico é a soroterapia antilonômica, que deve ser administrada o mais precocemente possível em casos com evidência de coagulopatia ou alto risco.
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