Acidente Escorpiônico Pediátrico: Manejo e Soro Antiescorpiônico

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Uma criança de 6 anos é levada ao pronto-socorro pediátrico após ter sofrido acidente escorpiônico há 2 horas. A criança apresenta dor intensa no local da picada, sudorese, taquicardia e sialorreia discreta. Não apresentou vômitos. A pressão arterial está dentro dos valores normais. Considerando as informações no quadro apresentado, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se aguardar a realização de exames laboratoriais para determinar a melhor conduta.
  2. B) A presença de hipotensão não mudaria a conduta do caso.
  3. C) A melhor conduta é a analgesia e a hidratação, sem a administração de soro antiescorpiônico, pois trata-se de acidente escorpiônico leve.
  4. D) Deve-se realizar a administração de 2 a 3 ampolas de soro antiescorpiônico.
  5. E) Além do soro antiescorpiônico, deve-se administrar corticoide sistêmico e aplicação de gelo no local da picada.

Pérola Clínica

Acidente escorpiônico pediátrico com dor intensa + sudorese + taquicardia + sialorreia discreta = Acidente moderado → Soro antiescorpiônico.

Resumo-Chave

A criança apresenta um quadro de acidente escorpiônico moderado, caracterizado por manifestações sistêmicas como sudorese, taquicardia e sialorreia, além da dor intensa local. Nesses casos, a administração de soro antiescorpiônico é a conduta correta e deve ser feita prontamente, sem aguardar exames laboratoriais.

Contexto Educacional

O acidente escorpiônico é um problema de saúde pública no Brasil, especialmente em crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos do veneno devido à menor massa corporal. A gravidade do envenenamento é classificada em leve, moderada e grave, e essa classificação guia a conduta terapêutica. A identificação precoce dos sinais e sintomas sistêmicos é crucial para um manejo adequado e para evitar complicações graves. No caso apresentado, a criança de 6 anos com dor intensa local, sudorese, taquicardia e sialorreia discreta, mesmo sem vômitos ou hipotensão, se enquadra na classificação de acidente escorpiônico moderado. As manifestações sistêmicas indicam que o veneno já atingiu a circulação e está provocando efeitos autonômicos. Nesses casos, a conduta é a administração de soro antiescorpiônico. O soro antiescorpiônico é o tratamento específico e deve ser administrado o mais rápido possível após a classificação do acidente. A dose para acidentes moderados em crianças é de 2 a 3 ampolas, por via intravenosa. A analgesia e hidratação são medidas de suporte importantes, mas não substituem a soroterapia em casos moderados ou graves. Corticoides e gelo local não são recomendados, pois não há evidências de benefício e podem até atrasar a absorção do veneno.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um acidente escorpiônico como moderado em crianças?

Um acidente escorpiônico é classificado como moderado em crianças quando há dor intensa no local da picada, acompanhada de manifestações sistêmicas como sudorese, náuseas, vômitos, taquicardia, hipertensão leve ou sialorreia discreta, sem sinais de choque ou insuficiência respiratória.

Qual a dose recomendada de soro antiescorpiônico para um acidente moderado em crianças?

Para acidentes escorpiônicos moderados em crianças, a dose recomendada de soro antiescorpiônico é de 2 a 3 ampolas, administradas por via intravenosa. A dose não varia com o peso da criança, mas sim com a gravidade do envenenamento.

Quais são os principais escorpiões de interesse médico no Brasil?

No Brasil, os escorpiões do gênero Tityus são os de maior interesse médico, especialmente o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), responsável pela maioria dos acidentes graves e óbitos, principalmente em crianças.

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