UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Menino de 7 anos em investigação para TEA (Transtorno do Espectro Autista) chega ao pronto atendimento com quadro de choro intenso há menos de duas horas, e com polegar apresentando hiperemia e sudorese locais. Ao exame, está irritado, choroso, taquicárdico, taquipneico e hipertenso. Apresenta vômitos profusos, sialorreia, piloereção, lacrimejamento e priapismo. Dedo indicador com hiperemia e sudorese na polpa digital, sem marcas ou equimoses. Assinale a alternativa que apresenta o que é necessário neste caso: (SAA - Soro antiaracnídico / SAE - Soro antiescorpiônico):
Criança com sintomas autonômicos graves (vômitos, sialorreia, priapismo, taquicardia) após picada de escorpião → Indicação de SAE e suporte.
O quadro clínico de choro intenso, hiperemia/sudorese local, irritabilidade, taquicardia, taquipneia, hipertensão, vômitos profusos, sialorreia, piloereção, lacrimejamento e priapismo em criança é altamente sugestivo de acidente escorpiônico grave, exigindo soroterapia específica (SAE) e suporte intensivo.
O acidente escorpiônico em crianças é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento adequado devido à maior vulnerabilidade dos pequenos ao veneno. As manifestações clínicas podem variar de dor local intensa a quadros sistêmicos graves, envolvendo os sistemas nervoso autônomo, cardiovascular e respiratório. No caso apresentado, a criança exibe um conjunto de sintomas autonômicos e sistêmicos graves, como vômitos profusos, sialorreia, piloereção, lacrimejamento, taquicardia, taquipneia, hipertensão e, notavelmente, priapismo. O priapismo é um sinal de gravidade e disfunção autonômica que indica a necessidade de intervenção rápida. A conduta correta para um acidente escorpiônico grave em crianças inclui suporte hemodinâmico (expansão volêmica se necessário), analgesia, antieméticos e, crucialmente, a administração do Soro Antiescorpiônico (SAE). A dose de SAE varia conforme a gravidade, mas 6 a 10 ampolas são comumente usadas em casos graves. A pré-medicação com corticoides e anti-histamínicos pode ser considerada para reduzir o risco de reações anafiláticas ao soro heterólogo. Exames como ECG e ECO são importantes para monitorar a função cardíaca, que pode ser afetada pelo veneno.
Sinais de gravidade incluem manifestações autonômicas (vômitos profusos, sialorreia, sudorese intensa, priapismo), cardiovasculares (taquicardia, hipertensão/hipotensão, arritmias) e respiratórias (taquipneia, edema pulmonar).
O SAE é indicado em casos moderados a graves, caracterizados por manifestações sistêmicas como as autonômicas e cardiovasculares, especialmente em crianças que são mais vulneráveis.
O bloqueio anestésico local pode aliviar a dor no local da picada, mas não trata os efeitos sistêmicos do veneno. Não deve atrasar a administração do SAE em casos graves.
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