SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Em relação aos acidentes com escorpiões,
Acidente escorpiônico moderado/grave → Soroterapia antiescorpiônica (especialmente em crianças).
A soroterapia antiescorpiônica é o tratamento específico para acidentes com escorpiões de gravidade moderada e grave, sendo particularmente importante em crianças, que são mais suscetíveis a desenvolver quadros sistêmicos graves.
Os acidentes com escorpiões são um problema de saúde pública no Brasil, com o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) sendo a espécie de maior importância médica devido à toxicidade de seu veneno. A epidemiologia mostra que crianças são as mais vulneráveis a desenvolver quadros graves, embora o quadro local de dor seja comum em todas as idades. A importância clínica reside na rápida progressão para manifestações sistêmicas graves, que podem ser fatais. A fisiopatologia do envenenamento escorpiônico envolve a ação de neurotoxinas que atuam nos canais iônicos, levando à liberação maciça de neurotransmissores (catecolaminas e acetilcolina). Isso resulta em uma síndrome de hiperatividade autonômica, com efeitos cardiovasculares (taquicardia, hipertensão, choque, edema pulmonar), gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal) e neurológicos. O quadro clínico local inclui dor intensa, parestesia, sudorese e piloereção, mas raramente eritema ou edema significativos. O tratamento é sintomático para casos leves. Para casos moderados e graves, a soroterapia antiescorpiônica é a intervenção mais eficaz e salvadora, especialmente se administrada precocemente. A indicação da soroterapia é baseada na classificação de gravidade do acidente, sendo crucial para prevenir complicações como choque cardiogênico, edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca, que são mais frequentes e graves em crianças.
A gravidade é classificada em leve (dor local), moderada (dor local intensa + manifestações sistêmicas leves como náuseas, vômitos, taquicardia) e grave (manifestações sistêmicas graves como choque, edema pulmonar, arritmias, insuficiência cardíaca).
A espécie mais perigosa e responsável pela maioria dos acidentes graves no Brasil é o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo.
Crianças, especialmente as menores de 7 anos, têm menor massa corporal, o que resulta em uma maior concentração de veneno por quilo, tornando-as mais suscetíveis a desenvolver manifestações sistêmicas graves e rapidamente progressivas.
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