UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Paciente de 42 anos, estava em uma cachoeira de difícil acesso, próxima de Diamantina-MG, sendo picada por uma cobra em tornozelo direito. Foi levada ao Pronto Socorro do hospital da cidade pelos familiares algumas horas após, com quadro de dor e edema discreto no local, associado à mialgia generalizada, ptose palpebral, diplopia e turvação visual. Qual o diagnóstico e tratamento corretos para o caso descrito acima?
Picada de cascavel (Crotalus) → neurotoxicidade (ptose, diplopia, mialgia) → Soro Anticrotálico + suporte.
O acidente crotálico, causado pela cascavel (Crotalus durissus), é caracterizado por neurotoxicidade, manifestada por ptose palpebral, diplopia, turvação visual e mialgia generalizada, além de urina escura. O tratamento essencial é a administração precoce do soro anticrotálico, complementado por hidratação com cristaloides e analgesia.
O ofidismo, ou acidentes por picadas de serpentes, representa um importante problema de saúde pública no Brasil, com diferentes gêneros de serpentes causando síndromes clínicas distintas. O acidente crotálico, causado por serpentes do gênero Crotalus (cascavel), é caracterizado por uma potente neurotoxicidade e miotoxicidade, sendo crucial o reconhecimento rápido de seus sinais e sintomas para um tratamento eficaz. A região de Diamantina-MG é conhecida pela ocorrência de diversas espécies de serpentes. A fisiopatologia do acidente crotálico envolve a ação de neurotoxinas (crotoxina) que causam bloqueio neuromuscular pré-sináptico, levando a paralisia muscular, e miotoxinas que provocam rabdomiólise, resultando em mialgia generalizada e urina escura. Os sinais clínicos típicos incluem ptose palpebral, diplopia, turvação visual, dificuldade de deglutição e, em casos graves, insuficiência respiratória. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história da picada e nas manifestações sistêmicas. O tratamento do acidente crotálico é uma emergência médica e consiste na administração precoce do Soro Anticrotálico (SAC), que é o antídoto específico para neutralizar as toxinas. A dose do soro varia conforme a gravidade do envenenamento (leve, moderado ou grave). Além do soro, é fundamental o suporte clínico, incluindo hidratação venosa com cristaloides para prevenir lesão renal aguda secundária à rabdomiólise, analgesia para a dor muscular e monitoramento rigoroso da função respiratória.
O acidente crotálico é caracterizado por neurotoxicidade, manifestada por ptose palpebral, diplopia, turvação visual, mialgia generalizada e, em casos graves, insuficiência respiratória. Também pode haver urina escura devido à rabdomiólise.
O tratamento específico para o acidente crotálico é a administração do Soro Anticrotálico (SAC), que neutraliza as toxinas. O número de ampolas depende da gravidade do envenenamento, complementado por hidratação com cristaloides e analgesia.
O acidente crotálico se destaca pela neurotoxicidade (ptose, diplopia, mialgia) e rabdomiólise. Já o acidente botrópico (jararaca) causa principalmente alterações locais (dor, edema, equimose, bolhas) e coagulopatia, com sangramentos.
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