Acidente Perfurocortante: Conduta em Exposição à Hepatite B

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Auxiliar de enfermagem de 28 anos foi vítima de acidente com material pérfurocortante no cento cirúrgico. A profissional não sabe precisar sobre sua vacinação contra hepatite B, mas o exame pré-admissional realizado há um ano mostrou dosagem de antiHBs de 15mUI/mL. O teste rápido do paciente-doente foi reagente para hepatite B. A conduta MAIS ADEQUADA para essa situação nesse momento é:

Alternativas

  1. A) indicar vacinação para hepatite B.
  2. B) notificar o sistema de informação de agravos de notificação (SINAN).
  3. C) prescrever imunoglobulina humana anti-hepatite B.
  4. D) solicitar dosagens seriadas das transaminases.

Pérola Clínica

Acidente pérfurocortante + antiHBs > 10 mUI/mL (imunizado) + fonte reagente → notificar SINAN, sem profilaxia imediata.

Resumo-Chave

A profissional de saúde já possui imunidade protetora contra hepatite B (antiHBs > 10 mUI/mL), mesmo que a dosagem tenha sido há um ano. Portanto, não há indicação para vacinação ou imunoglobulina. A conduta mais adequada é a notificação do agravo ao SINAN, conforme protocolo de vigilância epidemiológica.

Contexto Educacional

Acidentes com material pérfurocortante representam um risco significativo para profissionais de saúde, expondo-os a patógenos transmitidos pelo sangue, como o vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e HIV. A conduta pós-exposição é padronizada e visa minimizar o risco de infecção, baseando-se no status imunológico do profissional e na sorologia da fonte. No caso da hepatite B, a avaliação da imunidade do profissional é o primeiro passo. Um título de anti-HBs ≥ 10 mUI/mL indica imunidade protetora, seja por vacinação ou infecção prévia. Mesmo que a dosagem tenha sido realizada há um ano, esse nível ainda é considerado protetor. Portanto, para um profissional imunizado, não há necessidade de vacinação ou imunoglobulina adicional após a exposição, mesmo que a fonte seja reagente para hepatite B. A notificação do acidente ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é uma etapa obrigatória e fundamental em todos os casos de exposição a material biológico. Essa notificação permite o monitoramento epidemiológico, a análise dos riscos ocupacionais e a implementação de medidas preventivas para garantir a segurança dos trabalhadores da saúde. Além disso, o acompanhamento clínico e laboratorial do profissional exposto deve ser mantido, conforme os protocolos estabelecidos.

Perguntas Frequentes

Qual o nível de anti-HBs considerado protetor contra hepatite B?

Um nível de anticorpos anti-HBs (anti-HBs) igual ou superior a 10 mUI/mL é considerado protetor contra a infecção pelo vírus da hepatite B (HBV). Esse nível indica imunidade adquirida por vacinação ou infecção prévia resolvida.

Quando é indicada a imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAB) após exposição?

A IGHAB é indicada para indivíduos não vacinados ou que não responderam à vacinação (anti-HBs < 10 mUI/mL) após exposição percutânea ou de mucosa a sangue ou fluidos corporais de uma fonte HBsAg-positiva. Deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 24 horas.

Por que a notificação ao SINAN é importante em acidentes com material pérfurocortante?

A notificação ao SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) é crucial para a vigilância epidemiológica e o monitoramento dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico. Permite coletar dados para formular políticas de prevenção, avaliar a efetividade das medidas de segurança e identificar riscos ocupacionais.

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