HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
Durante o trabalho em um pronto-socorro, o médico residente perfurou seu dedo com uma seringa usada para punção venosa de um paciente. Diante desta situação, são medidas que devem ser tomadas: I - Notificação na ficha de investigação de acidente de trabalho específica para tal ocorrência. II - Verificação da situação vacinal do acidentado.III - Suporte emocional, devido ao estresse pós-acidente. IV - Se necessário, uso de quimioprofilaxia. Está(ão) CORRETA(S) a(s) medida(s) prevista(s) em:
Acidente perfurocortante → Notificação, avaliação vacinal, suporte emocional, quimioprofilaxia (se indicada).
A conduta pós-exposição a material biológico é multifacetada, visando não apenas a prevenção de infecções (HIV, hepatites) através de quimioprofilaxia e imunização, mas também a documentação do evento como acidente de trabalho e o suporte psicossocial ao profissional. A avaliação do risco e da fonte são cruciais para definir a necessidade de profilaxia.
Acidentes com material biológico, especialmente perfurocortantes, representam um risco ocupacional significativo para profissionais de saúde. A epidemiologia mostra que estes acidentes são frequentes em ambientes hospitalares e de pronto-socorro, sendo cruciais para a segurança do trabalhador e a prevenção de infecções como HIV, hepatites B e C. A correta abordagem pós-exposição é um pilar da saúde ocupacional e da segurança do paciente. A fisiopatologia da transmissão envolve a inoculação de patógenos virais ou bacterianos através da pele ou mucosas. O diagnóstico e a avaliação do risco pós-exposição dependem de fatores como o tipo de material biológico, a profundidade da lesão, o status sorológico da fonte e o estado vacinal do profissional. Deve-se suspeitar de risco sempre que houver contato com sangue ou fluidos corporais potencialmente infecciosos. O tratamento e a conduta incluem a limpeza imediata do local, notificação do acidente, avaliação sorológica da fonte e do acidentado, verificação do esquema vacinal (especialmente para hepatite B), e, se indicado, o início da quimioprofilaxia para HIV e/ou hepatite B. O suporte emocional é vital, dada a ansiedade e o estresse associados a esses eventos. O prognóstico é geralmente bom com a conduta adequada, mas o acompanhamento sorológico é essencial.
As primeiras medidas incluem lavar o local com água e sabão, notificar o serviço de saúde ocupacional e iniciar a avaliação do risco de transmissão de patógenos como HIV, HBV e HCV.
A quimioprofilaxia para HIV é indicada com base na avaliação do risco de transmissão, considerando o tipo de exposição e o status sorológico da fonte. Deve ser iniciada idealmente nas primeiras 2 horas, até no máximo 72 horas.
A notificação é fundamental para garantir os direitos do trabalhador, monitorar a saúde ocupacional e permitir a investigação e implementação de medidas preventivas para evitar futuros acidentes.
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