SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Um menino de 9 anos de idade foi levado ao pronto‑socorro pelos pais devido à picada de uma cobra (conforme figura a seguir), no pé direito, há 30 minutos. A criança apresentou dor moderada, edema, eritema e rubor local. Instituto Butantã (Bothrops jararaca). Com base nessa situação hipotética, a conduta adequada deverá ser
Picada de Bothrops com sinais locais → Soro antibotrópico IV precoce, internar. NUNCA torniquete.
Em caso de picada por serpente do gênero Bothrops, a presença de dor, edema e eritema local indica envenenamento e a necessidade de soroterapia. O soro antibotrópico deve ser administrado intravenosamente o mais precocemente possível, após internação e avaliação clínica. Medidas como torniquete são contraindicadas e podem agravar o quadro.
Os acidentes ofídicos por serpentes do gênero Bothrops, como a jararaca, são os mais frequentes no Brasil, representando cerca de 90% dos casos. O veneno botrópico possui ação proteolítica, coagulante e hemorrágica, causando manifestações locais e sistêmicas. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é fundamental para um manejo adequado e para evitar complicações graves, sendo um tema de grande relevância para a saúde pública e para provas de residência. O diagnóstico de envenenamento botrópico é clínico, baseado na história da picada e na presença de sinais locais como dor, edema, eritema, equimose e, por vezes, bolhas. A gravidade é classificada em leve, moderada ou grave, guiando a dose do soro. A confirmação da picada por uma serpente do gênero Bothrops, mesmo sem a identificação do animal, é suficiente para iniciar o tratamento se houver sinais de envenenamento. A conduta terapêutica principal é a administração intravenosa do soro antibotrópico (SAB) o mais rápido possível, que neutraliza o veneno circulante. Medidas como torniquete, incisões ou sucção do veneno são contraindicadas. O paciente deve ser internado para observação, monitoramento de parâmetros de coagulação (tempo de coagulação), função renal e tratamento de suporte, como analgesia e profilaxia antitetânica. O conhecimento aprofundado sobre a fisiopatologia e o manejo desses acidentes é essencial para todos os profissionais de saúde, especialmente em áreas endêmicas.
Os acidentes botrópicos são caracterizados principalmente por manifestações locais como dor intensa, edema, eritema, equimose e bolhas no local da picada. Podem ocorrer também sangramentos (gengivorragia, epistaxe) e, em casos graves, choque e insuficiência renal aguda.
A conduta inicial para uma picada de Bothrops com sinais de envenenamento é a internação hospitalar e a administração intravenosa do soro antibotrópico o mais precocemente possível. É crucial manter o paciente em repouso, hidratado e monitorar os parâmetros de coagulação e função renal.
O torniquete é contraindicado em picadas de cobra porque pode agravar o quadro local, aumentando o edema, a dor e o risco de isquemia e necrose tecidual. Além disso, não impede a disseminação sistêmica do veneno e pode dificultar a avaliação clínica e o tratamento adequado.
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