IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Em relação aos cuidados no acidente botrópico podemos incluir:
Acidente botrópico → dor, edema, equimose local + risco sistêmico (choque, IRA, hemorragias).
O veneno botrópico causa principalmente efeitos locais como dor intensa, edema e equimose, devido à ação proteolítica e coagulante. No entanto, pode evoluir para complicações sistêmicas graves como choque, insuficiência renal aguda e hemorragias, exigindo monitoramento e tratamento adequados.
O acidente botrópico, causado por serpentes do gênero Bothrops (jararacas), é o tipo mais comum de envenenamento ofídico no Brasil, representando cerca de 90% dos casos. É crucial para o médico reconhecer suas manifestações clínicas e instituir o tratamento adequado para minimizar morbidade e mortalidade. A fisiopatologia envolve a ação de enzimas proteolíticas, coagulantes e hialuronidases presentes no veneno, que causam lesão tecidual local, alterações da coagulação e aumento da permeabilidade vascular. O diagnóstico é clínico, baseado na história da picada e nos sinais e sintomas característicos, como dor, edema e equimose no local da picada. O tratamento principal é a soroterapia antiofídica específica, que deve ser administrada por via intravenosa o mais rápido possível após a picada, com a dose ajustada à gravidade do envenenamento. Além disso, são necessários cuidados de suporte, como analgesia, profilaxia antitetânica e monitoramento de complicações como infecção secundária, insuficiência renal e hemorragias.
Os principais sinais e sintomas locais incluem dor intensa, edema progressivo, equimose, bolhas e, em casos graves, necrose tecidual.
Complicações sistêmicas podem incluir hemorragias (gengivorragia, epistaxe), insuficiência renal aguda (anúria), coagulopatia e, em casos muito graves, choque.
A soroterapia antiofídica é o tratamento específico e deve ser administrada o mais precocemente possível, baseada na gravidade do envenenamento, para neutralizar os efeitos do veneno e prevenir complicações.
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