UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
No atendimento a pacientes vítimas de acidente botrópico (jararaca), é correto afirmar que:
Acidente botrópico: Monitorar TC na admissão e após 24h; TC alterado = dose adicional de SAB.
A monitorização do tempo de coagulação (TC) é fundamental no manejo do acidente botrópico, pois reflete a ação coagulante do veneno. A persistência da alteração do TC após a dose inicial de soro indica necessidade de dose adicional.
O acidente botrópico, causado principalmente por serpentes do gênero Bothrops (jararacas), é o tipo de ofidismo mais comum no Brasil. O veneno botrópico possui ação proteolítica, coagulante e hemorrágica, levando a manifestações locais (dor, edema, equimose, bolhas, necrose) e sistêmicas (coagulopatia, sangramentos, insuficiência renal aguda). A rápida identificação e tratamento são cruciais para minimizar sequelas. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado na história da picada, identificação da serpente (se possível) e nas manifestações clínicas. A suspeita deve ser alta em qualquer picada de serpente com sinais locais de inflamação e sangramento. Exames laboratoriais como tempo de coagulação (TC), tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastia parcial ativada (TTPA) são essenciais para avaliar a coagulopatia. O tratamento consiste na administração precoce de soro antibotrópico (SAB) por via intravenosa, cuja dose varia conforme a gravidade do quadro (leve, moderado, grave). Medidas de suporte, como analgesia, hidratação e profilaxia antitetânica, também são importantes. A monitorização do TC é fundamental para avaliar a eficácia da soroterapia e indicar doses adicionais. Torniquetes e incisões no local da picada são contraindicados.
Os acidentes botrópicos geralmente causam dor e edema local, equimose, bolhas, sangramento no local da picada, gengivorragia e, em casos graves, coagulopatia com sangramentos sistêmicos e necrose tecidual.
O TC é um exame crucial para avaliar a coagulopatia induzida pelo veneno botrópico. Ele deve ser solicitado na admissão e repetido 24 horas após a soroterapia, sendo um indicador da necessidade de doses adicionais de soro antibotrópico se permanecer alterado.
A fasciotomia é uma medida extrema, indicada apenas em casos comprovados de síndrome compartimental, após a correção da coagulopatia e sob avaliação criteriosa, pois pode agravar o sangramento se a hemostasia não estiver controlada.
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