HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
A insuficiência renal aguda pode ser secundária a acidentes por animais peçonhentos, podemos afirmar que acidentes com serpentes de maior incidência são: (Nefrologia Pediatrica-ToporovskiMello-Martini Filho-Benini-Andrade,2a edição-Cap.24, Pag.504.)
Acidente Botrópico → principal causa de IRA por serpentes no Brasil, devido a nefrotoxicidade direta e indireta.
O acidente botrópico, causado por serpentes do gênero Bothrops (jararacas), é o mais comum no Brasil e frequentemente leva à insuficiência renal aguda. Isso ocorre por ação direta do veneno nos rins e por complicações como hipotensão, hemorragias e rabdomiólise.
O acidente botrópico, causado principalmente por serpentes do gênero Bothrops (jararacas), é o tipo de envenenamento por serpentes mais comum no Brasil, representando cerca de 90% dos casos. Sua importância clínica reside na alta incidência e na capacidade de causar complicações sistêmicas graves, como a insuficiência renal aguda (IRA), que é um dos principais fatores de morbimortalidade. A compreensão da epidemiologia e das manifestações clínicas é fundamental para o manejo adequado. A fisiopatologia da IRA no acidente botrópico é multifatorial. O veneno contém enzimas que causam nefrotoxicidade direta, lesando os túbulos renais. Além disso, a ação proteolítica e coagulante do veneno pode levar a sangramentos, hipotensão e choque, que resultam em hipoperfusão renal. A rabdomiólise, com liberação de mioglobina, também contribui para a lesão tubular. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial de alterações de coagulação e função renal. O tratamento imediato consiste na administração do soro antibotrópico (SAB) o mais rápido possível. O manejo da IRA envolve hidratação adequada, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e, em casos graves, terapia renal substitutiva (diálise). O prognóstico depende da gravidade do envenenamento, do tempo para o tratamento e da presença de complicações, sendo crucial o monitoramento contínuo da função renal.
O acidente botrópico causa dor e edema local, equimose, bolhas, sangramentos (gengivorragia, epistaxe) e, sistemicamente, pode levar a náuseas, vômitos e insuficiência renal aguda.
O tratamento principal é a soroterapia antiofídica específica (SAB), que neutraliza o veneno. O suporte renal inclui hidratação vigorosa e, se necessário, diálise.
O veneno botrópico possui componentes que causam nefrotoxicidade direta, além de induzir hipotensão, hemorragias e rabdomiólise, que contribuem indiretamente para a lesão renal aguda.
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