SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Paciente com 14 anos estava fazendo uma trilha em local de mata nativa e foi picado no tornozelo direito. Apresentou imediata e significativa dor local, com edema que rapidamente progrediu pela perna e, após 1 hora, atingiu a coxa, dificultando a deambulação. Apresentou equimoses e pequenas bolhas de conteúdo seroso no local da picada e não foi observada qualquer manifestação neurológica. Essa apresentação clínica caracteriza um acidente:
Picada de cobra: Dor intensa, edema progressivo, equimose, bolhas, sem neuro = Acidente Botrópico.
O acidente botrópico, causado principalmente por serpentes do gênero Bothrops (jararacas), é o mais comum no Brasil. Caracteriza-se por manifestações locais intensas como dor imediata, edema progressivo, equimoses e bolhas, além de sangramentos sistêmicos. A ausência de manifestações neurológicas é um ponto chave para diferenciá-lo de outros acidentes ofídicos.
Os acidentes ofídicos representam um importante problema de saúde pública no Brasil, sendo o acidente botrópico o mais frequente, responsável por cerca de 90% dos casos. É causado por serpentes do gênero Bothrops, popularmente conhecidas como jararacas, jararacuçus, urutus, entre outras. A rápida identificação do tipo de acidente é crucial para o manejo adequado e a administração do soro antiofídico específico. As manifestações clínicas do acidente botrópico são predominantemente locais e sistêmicas. Localmente, o paciente apresenta dor imediata e intensa no local da picada, edema progressivo que pode se estender por todo o membro, equimoses, bolhas e, em casos mais graves, necrose. Sistemicamente, pode ocorrer sangramento (gengivorragia, epistaxe, hematúria), hipotensão e, raramente, insuficiência renal aguda. A ausência de manifestações neurológicas (como paralisia) é um diferencial importante em relação ao acidente elapídico. O diagnóstico é essencialmente clínico-epidemiológico. O tratamento consiste na administração do soro antibotrópico, cuja dose e via de administração dependem da gravidade do envenenamento (leve, moderado ou grave). Medidas de suporte, como analgesia, hidratação e profilaxia antitetânica, também são importantes. A observação do paciente é fundamental para monitorar a evolução e identificar possíveis complicações, como síndrome compartimental ou infecções secundárias.
As principais características incluem dor imediata e intensa no local da picada, edema progressivo, equimoses, bolhas e, em casos graves, necrose. Pode haver também sangramentos sistêmicos e alterações da coagulação, sem manifestações neurológicas.
O acidente botrópico causa principalmente efeitos locais e coagulopatia, sem paralisia. Já o acidente elapídico (cobras-corais) é caracterizado por neurotoxicidade, levando a paralisia muscular progressiva, ptose palpebral e insuficiência respiratória, com poucas manifestações locais.
O tratamento inicial consiste na administração do soro antibotrópico, cuja dose e via dependem da gravidade do envenenamento. Medidas de suporte como analgesia, hidratação e profilaxia antitetânica também são importantes.
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