Aciclovir na Varicela: Indicações e Fatores de Risco

HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

O uso de aciclovir oral para o tratamento de pessoas da varicela sem condições de risco de agravamento não está indicado até o momento, exceto para aquelas com idade inferior a 12 anos, não podemos concordar que:

Alternativas

  1. A) Portadoras de doença dermatológica crônica. 
  2. B) Pessoas com neuropatias crônicas. 
  3. C) Pessoas que recebem medicamentos à base de corticoides por aerossol via oral, mas não por via endovenosa. 
  4. D) Aquelas que estejam recebendo tratamento com ácido acetilsalicílico por longo tempo. 

Pérola Clínica

Aciclovir para varicela: Indicado em risco de agravamento. Corticoide inalatório NÃO é fator de risco.

Resumo-Chave

O aciclovir oral é indicado para varicela em pacientes com risco de agravamento, como adolescentes (>12 anos), adultos, imunocomprometidos, portadores de doenças dermatológicas crônicas, doenças pulmonares crônicas, e aqueles em uso de salicilatos (pelo risco de Síndrome de Reye). O uso de corticoides por via aerossol (inalatória) não é considerado um fator de risco significativo para varicela grave, ao contrário de corticoides sistêmicos.

Contexto Educacional

A varicela, ou catapora, é uma infecção viral aguda causada pelo vírus Varicella-Zoster (VVZ), geralmente benigna em crianças saudáveis. No entanto, em certos grupos de risco, a doença pode ser mais grave, com complicações como pneumonia, encefalite e infecções bacterianas secundárias. O tratamento com aciclovir oral visa reduzir a gravidade e a duração da doença, sendo mais eficaz quando iniciado nas primeiras 24-72 horas do exantema. As indicações para o uso de aciclovir oral na varicela incluem adolescentes (>12 anos) e adultos, pacientes imunocomprometidos (incluindo aqueles em uso de corticoides sistêmicos), portadores de doenças dermatológicas crônicas (como eczema), doenças pulmonares crônicas (como asma grave), e aqueles em uso de salicilatos (devido ao risco aumentado de Síndrome de Reye). A Síndrome de Reye é uma condição rara, mas grave, associada ao uso de ácido acetilsalicílico durante infecções virais em crianças. É crucial diferenciar o uso de corticoides sistêmicos, que são um fator de risco para varicela grave devido à imunossupressão, do uso de corticoides por via aerossol (inalatória). Os corticoides inalatórios têm ação predominantemente local e absorção sistêmica mínima, não conferindo o mesmo grau de imunossupressão que justificaria a indicação de aciclovir apenas por essa via de administração. Portanto, pacientes que recebem corticoides por aerossol via oral não são automaticamente considerados de risco para varicela grave, a menos que apresentem outros fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para varicela grave em crianças e adultos?

Fatores de risco para varicela grave incluem idade (adolescentes e adultos), imunocomprometimento, doenças pulmonares crônicas, doenças dermatológicas crônicas, uso de salicilatos (risco de Síndrome de Reye) e gestação.

Quando o aciclovir oral é recomendado para o tratamento da varicela?

O aciclovir oral é recomendado para pacientes com varicela que apresentam fatores de risco para agravamento, como adolescentes e adultos, imunocomprometidos, e aqueles com doenças crônicas, devendo ser iniciado nas primeiras 24-72 horas do exantema.

Por que o uso de corticoides inalatórios não é um fator de risco para varicela grave?

Corticoides inalatórios atuam localmente nas vias aéreas e são absorvidos sistemicamente em doses muito baixas, não causando a imunossupressão significativa associada aos corticoides sistêmicos, que estes sim, aumentam o risco de varicela grave.

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