Osteoartrose de Joelho: Sinais Radiográficos Essenciais

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 68 anos, refere dor em joelhos há 8 anos, com piora progressiva (atualmente intensidade 7/10). A dor é acentuada durante ortostase e atividades físicas, melhorando parcialmente após repouso prolongado. Faz uso de dipirona, com alívio parcial. É hipertensa, em uso de enalapril e hidroclorotiazida. Exame físico: BEG; IMC: 31,5 kg/m²; PA: 130/80 mmHg; presença de calor e crepitação à movimentação em joelhos (figura abaixo). Qual é a alteração mais provável de ser encontrada em radiografia dos joelhos?

Alternativas

  1. A) Esclerose óssea subcondral.
  2. B) Calcificações ligamentares.
  3. C) Erosões em saca bocado.
  4. D) Osteopenia justa articular.

Pérola Clínica

Osteoartrose de joelho: Dor mecânica, crepitação e obesidade → Radiografia revela esclerose subcondral, osteófitos e redução do espaço articular.

Resumo-Chave

A osteoartrose (artrose) é uma doença degenerativa articular comum, especialmente em idosos e obesos, caracterizada por dor mecânica e crepitação. Os achados radiográficos clássicos incluem esclerose óssea subcondral, formação de osteófitos e redução do espaço articular, que são sinais de degeneração da cartilagem e resposta óssea.

Contexto Educacional

A osteoartrose, também conhecida como artrose, é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. Afeta predominantemente indivíduos mais velhos e é influenciada por fatores como idade, obesidade, trauma articular prévio e predisposição genética. A dor é tipicamente mecânica, piorando com o movimento e aliviando com o repouso, e pode ser acompanhada de rigidez matinal de curta duração e crepitação articular. O diagnóstico da osteoartrose é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, e confirmado por radiografias simples da articulação afetada. Os achados radiográficos característicos incluem: redução do espaço articular (refletindo a perda de cartilagem), formação de osteófitos (proliferações ósseas nas margens articulares), esclerose óssea subcondral (aumento da densidade óssea abaixo da cartilagem) e, em alguns casos, cistos subcondrais. A presença de calor e crepitação no exame físico, juntamente com o histórico de dor mecânica e obesidade, reforça a suspeita. O tratamento da osteoartrose é multifacetado e visa aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. Inclui medidas não farmacológicas como perda de peso, fisioterapia e exercícios, e medidas farmacológicas como analgésicos (dipirona, paracetamol), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, em casos selecionados, injeções intra-articulares. A esclerose óssea subcondral é um dos sinais mais consistentes e precoces da resposta óssea ao estresse e à degeneração cartilaginosa, sendo um achado chave na radiografia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da osteoartrose de joelho?

Os principais sinais clínicos incluem dor mecânica (piora com atividade, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação à movimentação e, em casos avançados, deformidade e limitação funcional.

Além da esclerose subcondral, quais outras alterações radiográficas são comuns na osteoartrose?

Outras alterações radiográficas comuns incluem a redução do espaço articular (devido à perda de cartilagem), a formação de osteófitos (esporões ósseos) nas margens articulares e, por vezes, cistos subcondrais.

Qual a importância do IMC elevado na osteoartrose de joelho?

O IMC elevado (obesidade) é um importante fator de risco para a osteoartrose de joelho, pois aumenta a carga mecânica sobre a articulação, acelerando a degeneração da cartilagem e a progressão da doença.

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