Sepse: Achados Clínicos e Laboratoriais Essenciais

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019

Enunciado

São presentes no quadro clinico e laboratorial do paciente séptico, exceto:

Alternativas

  1. A) Aumento de área cardíaca, mosqueteamento da pele, aumento do tempo de preenchimento capilar.
  2. B) Elevação da saturação venosa central para > 70%.
  3. C) Hiperlactemia, BE diminuindo.
  4. D) Leucócitos > 12.000 ou < 4.000/mm³ ou dentro da normalidade com aumento de mais de 10% de formas imaturas.
  5. E) Sinais de LRA: oliguria aguda, ou elevação de creatinina, frequentemente tardios no paciente séptico, se associado a elevada mortalidade.

Pérola Clínica

Saturação venosa central > 70% não é achado típico de sepse/choque, mas sim de má utilização de oxigênio ou shunt.

Resumo-Chave

A sepse e o choque séptico cursam com hipoperfusão tecidual, levando a um aumento da extração de oxigênio pelos tecidos e, consequentemente, uma saturação venosa central (SvO2) tipicamente diminuída. Uma SvO2 elevada (>70%) pode indicar má utilização de oxigênio ou shunt, não sendo um achado esperado de hipoperfusão.

Contexto Educacional

A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O choque séptico é um subtipo de sepse no qual as anormalidades circulatórias e metabólicas celulares são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para o manejo. Clinicamente, pacientes sépticos podem apresentar sinais de hipoperfusão como mosqueteamento da pele, tempo de preenchimento capilar prolongado, oligúria e alteração do estado mental. Laboratorialmente, são comuns leucocitose (>12.000) ou leucopenia (<4.000), ou leucócitos normais com >10% de formas imaturas, hiperlactatemia e acidose metabólica (BE diminuído). A lesão renal aguda é uma complicação frequente e tardia, associada a alta mortalidade. A saturação venosa central (SvO2) é um parâmetro importante na avaliação da perfusão. Em estados de choque com hipoperfusão, a SvO2 tende a diminuir devido ao aumento da extração de oxigênio pelos tecidos. Uma SvO2 elevada (>70%) em um paciente chocado não é um achado típico de melhora, mas pode indicar má utilização de oxigênio pelos tecidos ou shunting, o que é um sinal de disfunção grave e não de perfusão adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de hipoperfusão tecidual na sepse?

Sinais de hipoperfusão incluem mosqueteamento da pele, tempo de preenchimento capilar prolongado (>3 segundos), oligúria, hiperlactatemia e alteração do estado mental, refletindo a inadequada oferta de oxigênio aos tecidos.

Por que a hiperlactatemia é um marcador importante na sepse?

A hiperlactatemia na sepse reflete o metabolismo anaeróbio devido à hipoperfusão tecidual e disfunção mitocondrial, sendo um marcador prognóstico e um alvo para guiar a ressuscitação.

Qual o significado da saturação venosa central (SvO2) na sepse?

A SvO2 reflete o balanço entre oferta e consumo de oxigênio. Na sepse, geralmente está diminuída devido ao aumento do consumo ou diminuição da oferta. Uma SvO2 elevada pode indicar má utilização de oxigênio ou shunting, sendo um achado atípico de melhora.

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