MedEvo Simulado — Prova 2026
Roberta, 26 anos, procura atendimento médico relatando relação sexual desprotegida ocorrida há aproximadamente 96 horas. Ela é primípara, está no quarto mês de pós-parto e mantém amamentação exclusiva. Em sua história patológica pregressa, destaca-se o diagnóstico de enxaqueca com aura visual desde a adolescência. Roberta manifesta desejo de realizar anticoncepção de emergência, mas recusa categoricamente a inserção de dispositivos intrauterinos (DIU) neste momento. Considere os dados comparativos sobre os métodos hormonais de emergência apresentados na tabela abaixo: | Método | Janela de Ação | Eficácia entre 72-120h | Observação Clínica | |-------|:-------:|:-------:|-------| | Levonorgestrel (LNG) | Até 120 horas | Decrescente | Compatível com lactação | | Acetato de Ulipristal (UPA) | Até 120 horas | Mantida | Exige pausa na lactação (24h) | | Método Yuzpe (EE + LNG) | Até 72 horas | Baixa | Alto índice de efeitos colaterais | Diante do cenário clínico e das preferências da paciente, a opção de anticoncepção de emergência hormonal mais adequada é:
Ulipristal é superior ao Levonorgestrel entre 72-120h, mas exige pausa de 24h na amamentação.
O Acetato de Ulipristal mantém a eficácia por até 120 horas após o coito, sendo a escolha preferencial quando o intervalo ultrapassa 72 horas, apesar da necessidade de suspensão temporária da lactação.
A anticoncepção de emergência (AE) é uma intervenção crítica para prevenir gestações não planejadas. O Levonorgestrel (1,5mg) é o método mais acessível e deve ser usado preferencialmente nas primeiras 72 horas. O Acetato de Ulipristal (30mg) representa um avanço por estender a janela de eficácia máxima até 120 horas. É fundamental considerar as contraindicações: o Método Yuzpe (estrogênio + progestagênio) é categoria 4 da OMS para mulheres com enxaqueca com aura. No pós-parto, a escolha deve equilibrar a eficácia do método com o impacto na lactação, sempre respeitando a autonomia da paciente quanto ao uso de métodos invasivos como o DIU de cobre.
O Acetato de Ulipristal (UPA) é um modulador seletivo do receptor de progesterona que consegue retardar a ovulação mesmo quando o pico de LH já se iniciou, algo que o Levonorgestrel (LNG) não faz. Além disso, enquanto a eficácia do LNG decai significativamente após 72 horas do coito desprotegido, o UPA mantém sua eficácia constante por até 120 horas (5 dias). Portanto, para exposições ocorridas entre 72 e 120 horas, o UPA é clinicamente superior.
Diferente do Levonorgestrel, que é compatível com a amamentação imediata, o Acetato de Ulipristal é excretado no leite materno e seus efeitos em lactentes não são totalmente conhecidos. Por precaução, recomenda-se que a mulher suspenda a amamentação e realize a ordenha e descarte do leite por 24 horas após a ingestão do medicamento. Após esse período, a amamentação pode ser retomada com segurança.
O Método Yuzpe utiliza altas doses de etinilestradiol combinadas ao levonorgestrel. Ele apresenta menor eficácia comparado aos métodos isolados de progestagênio ou moduladores de receptor, além de uma incidência muito maior de efeitos colaterais como náuseas e vômitos intensos. Adicionalmente, o uso de estrogênio é contraindicado em pacientes com fatores de risco específicos, como enxaqueca com aura, devido ao risco aumentado de acidente vascular cerebral.
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