UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
O uso de acetato de medroxiprogesterona de depósito (150 mg/ml intramuscular) tem poucas contraindicações. Esse contraceptivo não pode ser usado na vigência de
AMPD é contraindicado em trombose venosa profunda (TVP) devido ao ↑ risco trombótico.
O acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD) é um contraceptivo injetável eficaz, mas possui contraindicações importantes. A trombose venosa profunda (TVP) é uma contraindicação absoluta devido ao aumento do risco trombótico associado aos progestagênios.
O acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD) é um método contraceptivo hormonal injetável de longa duração, administrado a cada três meses. Sua eficácia é alta, e ele atua principalmente inibindo a ovulação, espessando o muco cervical e atrofizando o endométrio. É uma opção popular para mulheres que buscam um método discreto e que não requer administração diária. Apesar de suas vantagens, o AMPD possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas antes da prescrição. Uma das contraindicações absolutas é a presença de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar atual ou prévia. Embora o risco trombótico associado ao AMPD seja menor do que o dos contraceptivos orais combinados (que contêm estrogênio), o componente progestagênio ainda pode influenciar a coagulação, tornando-o inadequado para pacientes com histórico de eventos tromboembólicos. Outras contraindicações incluem gravidez confirmada, sangramento vaginal inexplicável, câncer de mama atual e doença hepática grave. É importante notar que condições como hipertensão arterial controlada, diabetes melito tipo 2 controlado e o uso de anticonvulsivantes (que podem interagir com contraceptivos orais combinados) geralmente não são contraindicações para o AMPD, tornando-o uma opção segura para muitas mulheres com essas comorbidades. A avaliação individualizada do risco-benefício é sempre fundamental.
As principais contraindicações do AMPD incluem gravidez confirmada ou suspeita, sangramento vaginal inexplicável, câncer de mama atual, doença hepática grave e histórico atual ou prévio de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
A trombose venosa profunda é uma contraindicação porque o AMPD, por ser um progestagênio, pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos, embora em menor grau que os contraceptivos combinados com estrogênio.
Não, o AMPD não é afetado por enzimas hepáticas que metabolizam anticonvulsivantes, ao contrário dos contraceptivos orais combinados. Portanto, o uso de anticonvulsivantes não é uma contraindicação para o AMPD.
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