PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Sobre a técnica de punção de um acesso venoso central guiada por ultrassonografia, assinale a CORRETA.
Técnica estática USG → agulha a 45° equidistante ao transdutor e centro do vaso.
A ultrassonografia aumenta a segurança no acesso central; a técnica estática exige planejamento geométrico (45°), enquanto a dinâmica permite visualização em tempo real.
O uso do ultrassom para guiar acessos venosos centrais tornou-se o padrão-ouro, especialmente para a veia jugular interna, reduzindo drasticamente complicações como pneumotórax e punção arterial acidental. A técnica estática baseia-se na geometria: ao posicionar o vaso no centro do monitor e entrar com a agulha a 45 graus, a distância da pele ao vaso deve ser igual à distância do transdutor ao ponto de entrada da agulha (triângulo isósceles). Na prática moderna, a técnica dinâmica é amplamente preferida por permitir o ajuste do trajeto da agulha em tempo real, mitigando variações anatômicas inesperadas e garantindo a visualização da ponta da agulha antes da transfixação do vaso.
Na técnica estática, o médico utiliza o ultrassom para mapear a anatomia, marcar o local da punção e medir a profundidade antes de realizar o procedimento sem visualização contínua da agulha. Já na técnica dinâmica, a agulha é visualizada em tempo real entrando no vaso, seja pelo eixo curto (out-of-plane) ou eixo longo (in-plane), o que oferece maior segurança e taxas de sucesso na primeira tentativa, sendo preferível na maioria dos cenários clínicos atuais por permitir ajustes imediatos no trajeto da agulha.
A principal manobra é a compressibilidade: a veia jugular possui paredes finas e colaba facilmente sob leve pressão do transdutor, enquanto a artéria carótida é pulsátil, possui paredes mais espessas e é resistente ao colapso. Além disso, a veia costuma ter formato mais ovalado e varia com a respiração ou manobra de Valsalva, enquanto a artéria mantém seu formato circular e apresenta pulsação rítmica característica, facilitando a identificação segura antes da punção.
Absolutamente não. O uso da ultrassonografia é um adjunto para segurança técnica, mas não substitui os protocolos de controle de infecção. É obrigatório o uso de campos estéreis amplos, avental, luvas estéreis, máscara e, crucialmente, uma capa estéril para o transdutor com gel estéril interno e externo. Embora a redução do número de tentativas diminua o risco teórico de infecção, a quebra da barreira estéril durante o manuseio do equipamento anula esse benefício.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo