Acesso Venoso Central: Guia Ultrassonográfico Essencial

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024

Enunciado

Durante a punção de um acesso venoso central, com compressão do transdutor contra a região cervical do paciente, em técnica de incidência longitudinal, nota-se a imagem abaixo: Neste momento, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Caso o médico descomprima a região cervical e o vaso que está acima na imagem aumente o calibre, é provável que ele se encontre lateralmente à artéria carótida.
  2. B) Nessa técnica, o ângulo entre o maior eixo do transdutor com a agulha deve ser de 90º.
  3. C) A técnica longitudinal permite maior mobilidade do transdutor com relação à agulha.
  4. D) Durante a punção, deve-se manter o transdutor estático.

Pérola Clínica

Veia jugular interna é compressível e lateral à carótida; artéria carótida é pulsátil e não compressível.

Resumo-Chave

Na punção de acesso venoso central guiada por ultrassom, a diferenciação entre artéria e veia é crucial. A veia jugular interna é compressível e geralmente localizada lateralmente à artéria carótida, que é pulsátil e não compressível. A descompressão do transdutor permite observar o aumento do calibre da veia.

Contexto Educacional

A punção de acesso venoso central (AVC) é um procedimento comum em ambientes de urgência e terapia intensiva, essencial para a administração de medicamentos, fluidos, monitorização hemodinâmica e outras terapias. A utilização do ultrassom para guiar a punção da veia jugular interna (VJI) e outras veias centrais tornou-se o padrão ouro, aumentando a segurança e a taxa de sucesso do procedimento, e é um conhecimento mandatório para residentes. Na técnica de ultrassonografia para AVC, a diferenciação entre a veia jugular interna e a artéria carótida é fundamental para evitar complicações graves. A VJI é caracteristicamente compressível (colaba com a pressão do transdutor), não pulsátil e geralmente de calibre maior e mais variável com a respiração. A artéria carótida, por outro lado, é pulsátil, não compressível e possui paredes mais espessas. A VJI geralmente se localiza lateralmente à artéria carótida na região cervical. A alternativa A está correta porque a compressibilidade é um sinal distintivo da veia. Se, ao descomprimir a região cervical, o vaso que está acima (e que foi comprimido) aumentar o calibre, é a veia jugular interna. A técnica longitudinal permite a visualização contínua da agulha, mas o ângulo ideal entre o transdutor e a agulha não é 90º (isso seria na técnica transversal). Manter o transdutor estático durante a punção não é o ideal, pois pequenos ajustes podem ser necessários para manter a agulha no plano de visão.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios ultrassonográficos para diferenciar uma veia de uma artéria?

As veias são compressíveis, não pulsáteis e geralmente de parede mais fina. As artérias são não compressíveis, pulsáteis, de parede mais espessa e mantêm um formato redondo.

Por que a técnica longitudinal é preferível para a punção de acesso venoso central?

A técnica longitudinal permite visualizar a agulha em toda a sua extensão, desde a pele até o vaso, reduzindo o risco de perfurações posteriores e lesões a estruturas adjacentes.

Quais são as complicações mais comuns da punção de acesso venoso central?

As complicações incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, hematoma, infecção, arritmias e lesão nervosa. O uso do ultrassom reduz significativamente esses riscos.

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