Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Durante a punção de um acesso venoso central, com compressão do transdutor contra a região cervical do paciente, em técnica de incidência longitudinal, nota-se a imagem abaixo: Neste momento, é correto afirmar:
Veia jugular interna é compressível e lateral à carótida; artéria carótida é pulsátil e não compressível.
Na punção de acesso venoso central guiada por ultrassom, a diferenciação entre artéria e veia é crucial. A veia jugular interna é compressível e geralmente localizada lateralmente à artéria carótida, que é pulsátil e não compressível. A descompressão do transdutor permite observar o aumento do calibre da veia.
A punção de acesso venoso central (AVC) é um procedimento comum em ambientes de urgência e terapia intensiva, essencial para a administração de medicamentos, fluidos, monitorização hemodinâmica e outras terapias. A utilização do ultrassom para guiar a punção da veia jugular interna (VJI) e outras veias centrais tornou-se o padrão ouro, aumentando a segurança e a taxa de sucesso do procedimento, e é um conhecimento mandatório para residentes. Na técnica de ultrassonografia para AVC, a diferenciação entre a veia jugular interna e a artéria carótida é fundamental para evitar complicações graves. A VJI é caracteristicamente compressível (colaba com a pressão do transdutor), não pulsátil e geralmente de calibre maior e mais variável com a respiração. A artéria carótida, por outro lado, é pulsátil, não compressível e possui paredes mais espessas. A VJI geralmente se localiza lateralmente à artéria carótida na região cervical. A alternativa A está correta porque a compressibilidade é um sinal distintivo da veia. Se, ao descomprimir a região cervical, o vaso que está acima (e que foi comprimido) aumentar o calibre, é a veia jugular interna. A técnica longitudinal permite a visualização contínua da agulha, mas o ângulo ideal entre o transdutor e a agulha não é 90º (isso seria na técnica transversal). Manter o transdutor estático durante a punção não é o ideal, pois pequenos ajustes podem ser necessários para manter a agulha no plano de visão.
As veias são compressíveis, não pulsáteis e geralmente de parede mais fina. As artérias são não compressíveis, pulsáteis, de parede mais espessa e mantêm um formato redondo.
A técnica longitudinal permite visualizar a agulha em toda a sua extensão, desde a pele até o vaso, reduzindo o risco de perfurações posteriores e lesões a estruturas adjacentes.
As complicações incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, hematoma, infecção, arritmias e lesão nervosa. O uso do ultrassom reduz significativamente esses riscos.
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