Acessos Centrais: Escolha do Sítio e Técnica de Seldinger

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Quanto aos acessos centrais, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a via preferencial de acesso central é o acesso jugular à esquerda, onde a veia jugular interna é maior e mais superficial do que o lado contralateral.
  2. B) ao se deparar com um acesso central infectado, deve-se retirá-lo e esperar 24 horas para uma nova passagem de acesso.
  3. C) acessos venosos femorais possuem maiores taxas de infecções locais, mas não de infecções de corrente circulatória.
  4. D) acessos subclávios são os que possuem maiores taxas de punção arterial e devem ser sempre evitados.
  5. E) a veia jugular interna possui trajeto mais retilíneo à direita, devendo ser acessada pelo triângulo de Sédillot, com técnica de Seldinger.

Pérola Clínica

VJI direita = trajeto retilíneo, Triângulo de Sédillot, técnica de Seldinger.

Resumo-Chave

A veia jugular interna direita é frequentemente o sítio preferencial para acesso venoso central devido ao seu trajeto mais retilíneo até o átrio direito, o que diminui o risco de angulações e facilita a passagem do fio-guia. A punção é classicamente realizada pelo triângulo de Sédillot, utilizando a técnica de Seldinger.

Contexto Educacional

O acesso venoso central é um procedimento comum e essencial na prática médica, utilizado para administração de medicamentos, fluidos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica e hemodiálise. A escolha do sítio de punção e a técnica adequada são cruciais para minimizar complicações. A veia jugular interna (VJI) direita é frequentemente considerada o sítio preferencial para o acesso central devido a várias vantagens anatômicas. Seu trajeto é mais retilíneo em direção ao átrio direito, o que facilita a passagem do fio-guia e do cateter, reduzindo o risco de angulações e malposicionamento. A punção da VJI é classicamente realizada através do triângulo de Sédillot (formado pelas cabeças esternal e clavicular do esternocleidomastoideo e a clavícula), utilizando a técnica de Seldinger, que envolve a inserção de um fio-guia através de uma agulha, seguido pela dilatação e inserção do cateter. Outros sítios, como a subclávia e a femoral, também são utilizados, mas apresentam diferentes perfis de risco. A subclávia tem menor risco de infecção local e de corrente sanguínea em comparação com a femoral, mas maior risco de pneumotórax e punção arterial. O acesso femoral, embora tecnicamente mais fácil, está associado a maiores taxas de infecção local e de corrente sanguínea, sendo geralmente reservado para situações de emergência ou quando outros sítios estão contraindicados. A compreensão desses detalhes é vital para a segurança do paciente e a eficácia do procedimento.

Perguntas Frequentes

Por que a veia jugular interna direita é frequentemente preferida para acesso central?

A veia jugular interna direita é preferida devido ao seu trajeto mais retilíneo até o átrio direito, o que minimiza o risco de angulações e facilita a inserção do cateter, além de ser mais distante do ducto torácico.

O que é o triângulo de Sédillot e qual sua relevância na punção jugular?

O triângulo de Sédillot é uma referência anatômica formada pelas cabeças esternal e clavicular do músculo esternocleidomastoideo e pela clavícula, sendo o ponto de acesso clássico para a punção da veia jugular interna.

Quais são as principais complicações dos acessos venosos centrais?

As principais complicações incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, arritmias, infecção de corrente sanguínea associada ao cateter (CRBSI), trombose e embolia aérea.

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