UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
A proceder com a instalação de um cateter para acesso venoso central. A veia periférica de primeira escolha é a:
Para acesso venoso central via periférica, a veia basílica é a primeira escolha.
A veia basílica é a preferida para inserção de cateteres centrais de inserção periférica (PICC) devido ao seu maior calibre, trajeto mais retilíneo e menor risco de complicações como trombose ou punção arterial em comparação com a veia cefálica ou as veias jugulares e subclávia para acessos diretos.
O acesso venoso central é um procedimento crucial na prática médica, permitindo a administração de medicamentos irritantes, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica e coleta frequente de exames. Entre as opções, o Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) é amplamente utilizado por ser menos invasivo que outros acessos centrais diretos. Para a instalação de um PICC, a escolha da veia periférica é fundamental para o sucesso do procedimento e a redução de complicações. A veia basílica é considerada a veia de primeira escolha devido a características anatômicas favoráveis. Seu calibre é geralmente maior, e seu trajeto é mais retilíneo e superficial na face medial do braço, o que facilita a punção e a progressão do cateter até a veia cava superior. Em contraste, a veia cefálica, embora também utilizada, apresenta um calibre menor, um trajeto mais tortuoso e é mais propensa a espasmos e trombose. As veias jugulares (externa e interna) e a subclávia são utilizadas para acessos centrais diretos, não para PICC, e apresentam riscos de complicações como pneumotórax e punção arterial, que são minimizados com o PICC inserido perifericamente.
Um PICC é um tipo de cateter venoso central inserido em uma veia periférica do braço (geralmente basílica ou cefálica) e avançado até que sua ponta esteja na veia cava superior, próximo ao átrio direito, permitindo a administração de medicamentos e fluidos por longos períodos.
A veia basílica é preferida devido ao seu maior calibre, trajeto mais retilíneo e menos tortuoso, o que facilita a inserção e progressão do cateter. Além disso, ela apresenta menor risco de punção arterial e de trombose em comparação com outras veias do braço.
As principais complicações incluem infecção relacionada ao cateter, trombose venosa profunda, flebite, migração do cateter, arritmias cardíacas (durante a inserção), e, menos frequentemente, pneumotórax ou hemotórax (se a ponta do cateter for mal posicionada).
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