Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um paciente foi admitido no pronto-socorro com quadro clínico de choque séptico de foco pulmonar. Foram indicadas a administração de noradrenalina e a passagem de acesso venoso central em veia jugular interna direita, pela viacentral. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que a punção envolve a localização do marco anatômico, no ápice do triângulo formado pela(s)
Punção da Veia Jugular Interna (via central) → ápice do triângulo formado pelas cabeças do ECM e clavícula.
A punção da veia jugular interna é um procedimento comum para acesso venoso central. A via central utiliza o triângulo de Sedillot, formado pelas duas cabeças do músculo esternocleidomastóideo (esternal e clavicular) e a clavícula, como principal marco anatômico para localizar a veia.
O acesso venoso central é um procedimento vital em diversas situações clínicas, como choque séptico, falência cardíaca, necessidade de infusão de drogas vasoativas ou nutrição parenteral. A veia jugular interna (VJI) é um dos locais preferenciais devido à sua anatomia previsível e menor risco de pneumotórax em comparação com a veia subclávia. A fisiopatologia do choque séptico exige a administração rápida de fluidos e vasopressores, tornando o acesso venoso central indispensável. A localização da VJI para punção pela via central baseia-se em marcos anatômicos específicos. A veia jugular interna situa-se profundamente ao músculo esternocleidomastóideo (ECM) e é acessada no ápice do triângulo formado pelas cabeças esternal e clavicular do ECM e a clavícula. A técnica de Seldinger é o método padrão para a inserção do cateter. A identificação precisa dos marcos anatômicos, juntamente com o uso crescente do ultrassom, minimiza os riscos de complicações como punção arterial, pneumotórax ou hematoma. O conhecimento aprofundado da anatomia cervical é fundamental para a segurança e eficácia do procedimento, especialmente em pacientes críticos.
Os riscos incluem punção arterial (carótida), pneumotórax, hematoma, infecção, lesão nervosa (plexo braquial ou nervo frênico) e arritmias cardíacas durante a passagem do fio-guia.
O uso do ultrassom para guiar a punção da veia jugular interna aumenta significativamente a taxa de sucesso e reduz as complicações, permitindo a visualização direta da veia, artéria carótida e estruturas adjacentes.
O triângulo de Sedillot é formado medialmente pela cabeça esternal do músculo esternocleidomastóideo, lateralmente pela cabeça clavicular do mesmo músculo e inferiormente pela clavícula. O ápice desse triângulo é o ponto de eleição para a punção da veia jugular interna pela via central.
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