Acesso Vascular em Parada Cardíaca: Vias e Prioridades

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2017

Enunciado

Durante o seu último plantão, ocorreu um caso de parada cardíaca que não se conseguia acesso a drogas, e um membro da equipe pediu para deixar de realizar a RCP por alguns instantes para se obter uma via central. Entretanto, podemos considerar que durante a parada cardíaca, a prioridade sempre será administrar RCP de boa qualidade e desfibrilação imediata; a administração de drogas será secundária. Depois da tentativa de desfibrilação, os socorristas devem estabelecer um acesso para a medicação. A respeito disso, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Deve-se escolher, de preferência, o acesso venoso periférico nos membros superiores (veia antecubital). O acesso periférico é de fácil obtenção, fácil aprendizado, apresenta menor risco de complicações e não necessita de interrupção das manobras de RCP.
  2. B) Se não for possível estabelecer acesso IV, a via intraóssea (IO), para administração de drogas, pode proporcionar concentrações plasmáticas adequadas, similares às alcançadas pelo acesso intravenoso.
  3. C) A administração de medicamentos por um acesso central pode ser considerada se não houver nenhuma contraindicação. Essa via de administração de medicamentos oferece a vantagem de viabilizar maior concentração plasmática apesar de um maior tempo para circulação, além de permitir a determinação da saturação venosa central e estimar a pressão de perfusão coronariana durante a RCP.
  4. D) Estudos relatam que drogas como lidocaína, adrenalina, atropina e naloxone podem ser absorvidas por via endotraqueal. A administração dessas drogas pela via endotraqueal, durante a RCP, resulta em menores concentrações plasmáticas quando comparadas com as mesmas doses administradas por via IV.

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