UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 62 anos de idade, em estado crítico após sepse grave, necessita de acesso vascular central para administração de medicamentos e monitorização hemodinâmica. Após a punção venosa, a ultrassonografia revela a presença de bolhas de ar entre a agulha de punção e a veia jugular interna. Qual é a conduta mais adequada?
Bolhas de ar entre agulha e veia em punção guiada por USG = punção incorreta ou extravascular. Remover agulha e puncionar novo sítio.
A visualização de bolhas de ar entre a agulha de punção e a veia jugular interna durante um acesso vascular central guiado por ultrassonografia indica que a agulha não está corretamente posicionada dentro do lúmen vascular ou que houve extravasamento de ar para o tecido circundante. Prosseguir com a inserção do cateter nesse sítio aumenta o risco de complicações graves, como pneumotórax, hematoma ou falha na inserção. A conduta mais segura é retirar a agulha e realizar uma nova punção em outro local, preferencialmente sob orientação ultrassonográfica contínua.
O acesso vascular central é um procedimento comum e essencial em pacientes críticos para administração de medicamentos, fluidos e monitorização hemodinâmica. A punção da veia jugular interna é um dos sítios mais utilizados, e a orientação ultrassonográfica é considerada o padrão-ouro para aumentar a segurança e a taxa de sucesso, minimizando complicações. Durante a punção guiada por ultrassom, a visualização em tempo real da agulha e da veia é crucial. A presença de bolhas de ar entre a agulha e a veia jugular interna é um sinal de que a agulha não está corretamente dentro do lúmen vascular ou que houve extravasamento de ar para o tecido perivascular. Isso pode indicar uma punção extravascular, uma punção parcial ou uma lesão tecidual que permitiu a entrada de ar. Nessa situação, a conduta mais adequada e segura é retirar a agulha e realizar uma nova punção em um sítio diferente, preferencialmente sob nova orientação ultrassonográfica. Tentar manipular a agulha no mesmo local ou prosseguir com a inserção do cateter pode levar a complicações graves como pneumotórax, hemotórax, hematoma significativo, ou embolia gasosa, além de falha na inserção do cateter. A segurança do paciente deve ser a prioridade máxima.
A ultrassonografia aumenta a taxa de sucesso da punção, reduz o número de tentativas, diminui o tempo do procedimento e, mais importante, reduz significativamente a incidência de complicações mecânicas, como pneumotórax e punção arterial.
Outras complicações incluem punção arterial, hematoma, pneumotórax, hemotórax, lesão nervosa, arritmias cardíacas (com fio-guia), infecção e trombose venosa.
Permite a visualização direta da veia e estruturas adjacentes, a trajetória da agulha em tempo real, a compressibilidade da veia (para diferenciar de artéria) e a detecção precoce de complicações como hematomas ou punções incorretas.
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