Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Dentre as diversas estratégias no sentido de diminuir sangramento em procedimentos cardíacos, podemos afirmar que:
SCA + ICP → Acesso radial = ↓ sangramento maior e ↓ mortalidade vs. acesso femoral.
Em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP), a escolha do acesso radial é superior ao femoral. A via radial não só diminui drasticamente as complicações hemorrágicas, mas também está associada a uma redução significativa da mortalidade.
A minimização de complicações hemorrágicas é um pilar no manejo de pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA), que necessitam de terapia antiplaquetária e anticoagulante agressiva. A via de acesso vascular para a intervenção coronária percutânea (ICP) emergiu como um fator modificável crucial para reduzir o risco de sangramento e melhorar os desfechos clínicos. Historicamente, o acesso femoral era o padrão, mas está associado a um risco significativo de complicações no sítio de punção, como hematomas, pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas e sangramentos retroperitoneais, que podem ser fatais. O acesso radial, por outro lado, utiliza uma artéria mais superficial e facilmente compressível, o que reduz drasticamente a incidência dessas complicações vasculares e de sangramentos maiores. Grandes ensaios clínicos randomizados, como o RIVAL e o MATRIX, demonstraram de forma consistente que, em pacientes com SCA, a estratégia de acesso radial ('radial first') não apenas reduz as complicações hemorrágicas e vasculares, mas também leva a uma redução significativa na mortalidade por todas as causas. Esse benefício de sobrevida consolida o acesso radial como a abordagem padrão-ouro e preferencial para ICP em pacientes com SCA, conforme recomendado pelas principais diretrizes internacionais.
O principal mecanismo é a drástica redução de sangramentos maiores e complicações vasculares no sítio de acesso. Sangramentos maiores estão associados a maior mortalidade por necessitarem de transfusões, suspensão da dupla antiagregação plaquetária e causarem instabilidade hemodinâmica.
O acesso femoral pode ser necessário em casos de anatomia radial desfavorável (artérias finas, tortuosas), falha na punção radial, necessidade de cateteres-guia de maior calibre ou quando é necessário suporte circulatório mecânico, como o balão intra-aórtico.
É a política de utilizar o acesso radial como primeira escolha padrão para a maioria dos procedimentos coronarianos, especialmente em pacientes com SCA. Essa estratégia é baseada nas evidências de superioridade do acesso radial em termos de segurança e eficácia, incluindo a redução de mortalidade.
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