USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Pré-escolar, sexo feminino, 4 anos de idade, vítima de atropelamento, foi admitida na sala de emergência em choque hemorrágico. Devido colapso circulatório, não foi possível obtenção de acesso vascular periférico, sendo indicado acesso intraósseo. Na primeira tentativa de canulação óssea, realizada na tíbia proximal direita, houve transfixação. Como a paciente apresentava fratura em tíbia esquerda, optou-se por realizar a segunda tentativa no local apontado pelo dedo indicador da mão direita na figura A. Após a canulação óssea, a agulha está firme e houve retorno do fluido mostrado na Figura B. Qual é a afirmação correta com relação ao procedimento descrito?
Acesso intraósseo em crianças: tíbia proximal, tíbia distal, fêmur distal e úmero proximal são locais apropriados.
O acesso intraósseo é uma via rápida e eficaz para administração de fluidos e medicamentos em emergências pediátricas, especialmente em choque com falha de acesso venoso periférico. A tíbia distal é um local alternativo seguro quando a tíbia proximal está comprometida.
O acesso intraósseo (IO) é uma técnica de salvamento em emergências pediátricas, especialmente quando o acesso venoso periférico é inviável devido a colapso circulatório. É uma via rápida e segura para administração de fluidos, medicamentos e hemocomponentes, sendo crucial para o manejo de condições como choque e parada cardiorrespiratória. A compreensão dos locais apropriados e das contraindicações é fundamental para a prática segura. Os locais mais comuns para acesso IO em crianças incluem a tíbia proximal (abaixo da tuberosidade tibial), tíbia distal (acima do maléolo medial), fêmur distal (acima do côndilo lateral) e úmero proximal (tubérculo maior). A escolha do local deve considerar a idade do paciente, a presença de fraturas ou infecções no local e a experiência do operador. A confirmação do posicionamento correto da agulha é feita pela estabilidade da agulha, aspiração de medula óssea e infusão livre de fluidos sem extravasamento. Apesar de ser uma técnica de emergência, o acesso IO é considerado uma ponte até a obtenção de um acesso venoso definitivo. É importante lembrar que o acesso IO não é apenas para cristaloides; ele suporta a infusão de todos os tipos de soluções e hemoderivados. O treinamento e a familiaridade com a técnica são essenciais para todos os profissionais que atuam em emergências pediátricas.
Os principais locais são a tíbia proximal, tíbia distal, fêmur distal e úmero proximal. A escolha depende da idade da criança e da presença de lesões ou contraindicações no local.
É indicado em emergências com falha de acesso venoso periférico, como choque, PCR ou status epilepticus. Contraindicações incluem fratura no osso alvo, osteogênese imperfeita e infecção no local de inserção.
Sim, o acesso intraósseo permite a infusão de todos os tipos de fluidos, incluindo cristaloides, coloides, medicamentos e hemocomponentes, com taxas de fluxo adequadas para ressuscitação eficaz.
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