Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Com relação ao acesso intraósseo para ressuscitação volêmica em trauma pediátrico, podemos afirmar que:
Acesso intraósseo em pediatria → temporário, remover ao obter acesso venoso.
O acesso intraósseo é uma via vital e rápida para ressuscitação volêmica em trauma pediátrico quando o acesso venoso periférico é difícil. No entanto, é uma medida temporária e deve ser substituído por um acesso venoso definitivo assim que possível para minimizar complicações.
O acesso intraósseo (IO) é uma técnica de emergência crucial para a ressuscitação volêmica e administração de medicamentos em trauma pediátrico, especialmente quando o acesso venoso periférico é difícil ou impossível de ser obtido rapidamente. É considerado uma via segura e eficaz para a infusão de fluidos, sangue e fármacos em situações de choque ou parada cardiorrespiratória. Embora o acesso IO seja uma ferramenta salvadora, ele é uma medida temporária. A recomendação padrão é que o acesso intraósseo seja retirado assim que um acesso venoso periférico ou central definitivo for estabelecido. O tempo de permanência ideal é o menor possível, geralmente não excedendo 24 horas, para minimizar o risco de complicações como osteomielite, extravasamento de fluidos e síndrome compartimental. Para residentes, dominar a técnica de inserção e o manejo do acesso intraósseo é vital em emergências pediátricas. Compreender suas indicações, contraindicações relativas, sítios de inserção adequados (como a tíbia proximal) e, crucialmente, a necessidade de sua remoção precoce, garante a segurança do paciente e a otimização do tratamento em cenários críticos.
É indicado em situações de emergência onde o acesso venoso periférico não pode ser obtido rapidamente (geralmente em 90 segundos ou 3 tentativas), como em choque, parada cardiorrespiratória ou trauma grave.
Os sítios mais comuns e seguros são a tíbia proximal (face anteromedial, 1-3 cm abaixo da tuberosidade) e o fêmur distal (face lateral, acima do côndilo lateral).
As complicações incluem osteomielite, extravasamento de fluidos, síndrome compartimental e fratura. A prevenção envolve técnica asséptica, inserção correta e remoção assim que um acesso venoso definitivo for estabelecido.
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