SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Mulher, 65 anos, vítima de politraumatismo após acidente automobilístico em alta velocidade, sendo passageira, com ejeção do veículo. A paciente foi regulada para um centro de referência em trauma e trazida pelo SAMU com imobilização com colar cervical e prancha, oferta de oxigênio com máscara de Venturi, sinais vitais mostrando pressão arterial (PA) = 60 x 40 mmHg, frequência cardíaca (FC) = 130 bpm, saturação de oxigênio (SatO2) 89%. Os socorristas não conseguiram puncionar acesso calibroso em membros superiores, e, no ambiente hospitalar, também não foi possível a punção, após várias tentativas. Com base no exposto, qual a conduta mais correta a ser tomada a seguir?
Sem acesso periférico no choque → Acesso Intraósseo (IO) imediato.
No choque circulatório grave onde o acesso venoso periférico falha, a via intraóssea é a primeira alternativa recomendada pelo ATLS devido à rapidez e segurança.
No manejo do paciente politraumatizado com instabilidade hemodinâmica (Classe III ou IV de choque), o tempo para infusão de fluidos e hemoderivados é crítico. O ATLS 10ª edição enfatiza que, se o acesso periférico não for obtido rapidamente, a via intraóssea deve ser estabelecida. A medula óssea funciona como uma veia não colapsável, permitindo taxas de fluxo comparáveis às veias periféricas para cristaloides e sangue. Embora a dissecção da veia safena e o acesso venoso central sejam opções, eles demandam mais tempo e habilidade técnica específica, podendo atrasar a reanimação inicial. A via IO é segura, eficaz e pode ser instalada em menos de 60 segundos por profissionais treinados.
A prioridade inicial são dois acessos venosos periféricos calibrosos (18G ou maior). Se impossível obter acesso em 2 tentativas ou 90 segundos, a via intraóssea é a próxima escolha imediata, especialmente em pacientes instáveis. Acessos centrais ou dissecções são considerados posteriormente.
Os sítios mais comuns no adulto incluem a tíbia proximal (face anteromedial), o úmero proximal e a tíbia distal (maléolo medial). A escolha depende da facilidade de acesso e da ausência de fraturas no osso alvo que comprometeriam a infusão.
Sim. As principais contraindicações são fraturas no osso escolhido (risco de extravasamento), infecção no sítio de punção (celulite), próteses ortopédicas no local ou tentativa prévia frustrada no mesmo osso durante o atendimento atual.
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