HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Com relação ao acesso intraósseo para ressuscitação volêmica em trauma pediátrico, podemos afirmar que:
Acesso intraósseo (IO) em pediatria → via rápida para emergências, mas deve ser removido assim que acesso venoso periférico/central for estabelecido.
O acesso intraósseo é uma via rápida e eficaz para administração de fluidos e medicamentos em emergências pediátricas, especialmente em situações de trauma onde o acesso venoso periférico é difícil. No entanto, ele é uma ponte para o acesso definitivo e deve ser removido assim que um acesso venoso seguro for obtido.
O acesso intraósseo (IO) é uma técnica vital em emergências pediátricas, particularmente em cenários de trauma e choque, onde a obtenção de acesso venoso periférico pode ser desafiadora e demorada. Ele permite a infusão rápida de fluidos, medicamentos e hemoderivados diretamente na medula óssea, que funciona como uma via venosa não colapsável, garantindo a ressuscitação volêmica e farmacológica imediata. Apesar de sua eficácia e rapidez, o acesso intraósseo é considerado uma ponte para o acesso vascular definitivo. Isso significa que, uma vez que um acesso venoso periférico ou central seguro e funcional seja estabelecido, o acesso intraósseo deve ser prontamente removido. A permanência prolongada do acesso IO aumenta o risco de complicações graves, como osteomielite, extravasamento de fluidos para os tecidos moles circundantes, síndrome compartimental e embolia gordurosa. Residentes devem dominar a técnica de inserção do acesso intraósseo, conhecer suas indicações e contraindicações, e estar cientes da necessidade de sua remoção oportuna. Os sítios de inserção mais comuns incluem a tíbia proximal e distal, e o fêmur distal, com atenção às referências anatômicas para evitar lesões.
O acesso intraósseo é indicado em emergências pediátricas quando o acesso venoso periférico não pode ser estabelecido rapidamente (em 90 segundos ou 3 tentativas), especialmente em situações de choque, parada cardiorrespiratória ou trauma grave.
Os sítios mais comuns e seguros para acesso intraósseo em crianças são a tíbia proximal (face anteromedial, 1-3 cm abaixo da tuberosidade), tíbia distal (acima do maléolo medial) e fêmur distal (acima do côndilo lateral).
O acesso intraósseo é uma medida temporária e deve ser removido assim que um acesso venoso definitivo for estabelecido para minimizar riscos de complicações como osteomielite, extravasamento de fluidos para tecidos moles e síndrome compartimental.
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