Acesso Intraósseo: Tempo Máximo e Segurança em Emergências

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Menina, 11m, foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva após reanimação cardiopulmonar na Sala de Emergência, onde foi realizado acesso intraósseo tibial à direita. O acesso permanece funcionante com infusão contínua de droga vasoativa. O TEMPO MÁXIMO, EM HORAS, QUE SE PODE MANTER O ACESSO INTRAÓSSEO É DE:

Alternativas

Pérola Clínica

Acesso intraósseo é via emergencial temporária, com tempo máximo recomendado de 24 horas para evitar complicações como osteomielite.

Resumo-Chave

O acesso intraósseo é uma via de emergência vital para administração rápida de fluidos e medicamentos em situações de falha no acesso venoso periférico. No entanto, devido ao risco de complicações como osteomielite e extravasamento, ele deve ser mantido pelo menor tempo possível, com a recomendação padrão de não exceder 24 horas, buscando-se um acesso venoso definitivo assim que possível.

Contexto Educacional

O acesso intraósseo (IO) é uma técnica vital em situações de emergência, especialmente em pediatria, quando o acesso venoso periférico é difícil ou impossível de obter rapidamente. Ele permite a administração de fluidos, medicamentos e hemoderivados diretamente na medula óssea, que possui uma rede vascular não colapsável, garantindo uma via de acesso rápida e eficaz em cenários críticos como parada cardiorrespiratória ou choque. Embora seja uma ferramenta salvadora, o acesso IO é considerado uma medida temporária. A recomendação padrão é que ele seja mantido por um período máximo de 24 horas. Após esse período, o risco de complicações, como osteomielite (infecção óssea), extravasamento de fluidos para os tecidos moles circundantes e síndrome compartimental, aumenta significativamente. Portanto, a prioridade é estabelecer um acesso venoso definitivo (periférico ou central) assim que a condição do paciente permitir. Para residentes, é crucial dominar a técnica de inserção do acesso IO e, igualmente importante, compreender suas limitações e o momento adequado para sua remoção ou substituição. A vigilância contínua do local de inserção para sinais de infecção ou extravasamento é essencial para minimizar os riscos e garantir a segurança do paciente, especialmente em crianças que são mais vulneráveis a essas complicações.

Perguntas Frequentes

Qual é o tempo máximo recomendado para manter um acesso intraósseo?

O tempo máximo recomendado para manter um acesso intraósseo é de 24 horas. Embora em algumas situações extremas possa ser mantido por até 48-72 horas, a regra geral é convertê-lo para um acesso venoso definitivo (periférico ou central) assim que a estabilização do paciente permitir, devido ao risco crescente de complicações.

Quais são as principais complicações associadas ao acesso intraósseo prolongado?

As principais complicações do acesso intraósseo prolongado incluem osteomielite (infecção óssea), extravasamento de fluidos para os tecidos moles circundantes (podendo causar síndrome compartimental), fratura óssea, lesão da placa epifisária em crianças e embolia gordurosa, embora esta última seja rara.

Em que situações o acesso intraósseo é a via de escolha em pediatria?

O acesso intraósseo é a via de escolha em pediatria em situações de emergência onde o acesso venoso periférico não pode ser estabelecido rapidamente (em 90 segundos ou 3 tentativas), como em choque refratário, parada cardiorrespiratória, status epilepticus ou queimaduras extensas, permitindo a administração imediata de fluidos e medicamentos.

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