HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Antonio, 27 anos, com diagnóstico de esquizofrenia, procura o pronto-socorro queixando-se de sensação de inquietude e ansiedade. Recentemente, houve um aumento na dosagem de seu antipsicótico para melhor manejo dos sintomas alucinatórios. No pronto-socorro, a paciente está andando de um lado para o outro, inquieto, mas amistoso à abordagem verbal. Ele relata que não consegue ficar parado. Não há sinais de alterações sensoperceptivas. Segundo seus familiares, não houve episódios de heteroagressividade. Qual é o quadro clínico da paciente neste momento?
Inquietude motora subjetiva + incapacidade de ficar parado após ↑ antipsicótico = Acatisia.
A acatisia é um efeito adverso extrapiramidal comum de antipsicóticos, caracterizada por uma sensação subjetiva de inquietude e uma necessidade irresistível de se mover. É crucial diferenciá-la de outros efeitos extrapiramidais e de sintomas psicóticos, pois o manejo envolve ajuste da medicação ou adição de agentes como betabloqueadores ou benzodiazepínicos.
A acatisia é um dos efeitos adversos extrapiramidais mais comuns associados ao uso de antipsicóticos, especialmente os de primeira geração, mas também pode ocorrer com os de segunda geração. Caracteriza-se por uma sensação subjetiva de inquietude interna e uma necessidade compulsiva de se mover, manifestando-se como incapacidade de ficar parado, balançar as pernas ou andar de um lado para o outro. É crucial reconhecer este quadro, pois pode ser extremamente angustiante para o paciente e levar à não adesão ao tratamento. A fisiopatologia da acatisia está relacionada ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos D2 no sistema nigroestriatal. O diagnóstico é clínico, baseado na história de uso de antipsicóticos e na observação dos sintomas motores e da queixa subjetiva do paciente. É fundamental diferenciar a acatisia de agitação psicótica, ansiedade ou outros efeitos extrapiramidais como distonia aguda ou discinesia tardia. O manejo da acatisia geralmente envolve a redução da dose do antipsicótico, se clinicamente viável, ou a troca para um antipsicótico com menor potencial de causar efeitos extrapiramidais. Farmacologicamente, betabloqueadores (propranolol) são a primeira linha de tratamento, seguidos por benzodiazepínicos (lorazepam) ou anticolinérgicos (biperideno). O reconhecimento e tratamento adequados são essenciais para melhorar a qualidade de vida do paciente e a adesão ao tratamento da esquizofrenia.
A acatisia manifesta-se por uma sensação subjetiva de inquietude interna, acompanhada de uma necessidade irresistível de se mover, como andar de um lado para o outro, balançar as pernas ou mudar de posição constantemente.
O tratamento envolve a redução da dose do antipsicótico, se possível, ou a adição de medicamentos como betabloqueadores (propranolol), benzodiazepínicos (lorazepam) ou anticolinérgicos (biperideno).
A acatisia é uma inquietude motora subjetiva e objetiva, geralmente aguda ou subaguda. A discinesia tardia são movimentos involuntários, repetitivos e estereotipados (ex: orofaciais), que surgem após uso prolongado de antipsicóticos.
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