Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Qual a manifestação cutânea paraneoplásica está mais associada ao câncer gástrico?
Acantose nigricans maligna → Forte associação com câncer gástrico.
A acantose nigricans maligna é uma síndrome paraneoplásica cutânea que se manifesta como hiperpigmentação e espessamento aveludado da pele, classicamente nas axilas e pescoço. Sua presença, especialmente de forma abrupta e extensa, deve levantar forte suspeita de neoplasia interna, sendo o adenocarcinoma gástrico a associação mais comum.
As síndromes paraneoplásicas são manifestações clínicas que ocorrem em locais distantes do tumor primário ou de suas metástases, não sendo causadas diretamente pela invasão tumoral. Elas resultam da produção de substâncias (hormônios, citocinas, anticorpos) pelo tumor ou de uma resposta imune do hospedeiro contra o tumor. O reconhecimento dessas síndromes é crucial, pois podem ser o primeiro sinal de uma neoplasia oculta. A acantose nigricans é uma condição dermatológica caracterizada por hiperpigmentação e espessamento aveludado da pele, mais comum em áreas de dobras. Existem formas benignas (associadas à obesidade, resistência à insulina, endocrinopatias) e malignas. A acantose nigricans maligna é uma síndrome paraneoplásica classicamente associada a neoplasias gastrointestinais, sendo o adenocarcinoma gástrico a associação mais frequente. O diagnóstico da acantose nigricans é clínico, mas a investigação da causa subjacente é fundamental. Na forma maligna, a resolução das lesões cutâneas geralmente ocorre com o tratamento bem-sucedido da neoplasia subjacente. A presença dessa condição deve levar a uma investigação oncológica completa, especialmente do trato gastrointestinal superior, para identificar e tratar precocemente o câncer associado, melhorando o prognóstico do paciente.
Caracteriza-se por hiperpigmentação e espessamento aveludado da pele, principalmente em dobras (axilas, pescoço), com início abrupto e progressão rápida, podendo afetar mucosas.
Sua presença deve alertar para a investigação de neoplasias internas, sendo um sinal paraneoplásico importante que pode preceder ou acompanhar o diagnóstico do câncer, mais comumente gástrico.
A forma maligna é de início súbito, progressão rápida, mais extensa e geralmente não responde ao tratamento de condições metabólicas, diferentemente da benigna, associada à obesidade ou resistência à insulina.
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