Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Pacientes com anovulação crônica podem apresentar acantose nigricans que está relacionada com:
Anovulação crônica + Acantose Nigricans → Resistência à insulina.
A acantose nigricans é uma manifestação cutânea caracterizada por hiperpigmentação e espessamento da pele, frequentemente associada à resistência periférica à insulina. Em mulheres com anovulação crônica, como na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a hiperinsulinemia compensatória é um fator chave que contribui para o hiperandrogenismo e as alterações cutâneas.
A anovulação crônica é uma condição comum que afeta a saúde reprodutiva feminina, frequentemente associada à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A SOP é uma endocrinopatia complexa caracterizada por disfunção ovariana (anovulação ou oligo-ovulação), hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e morfologia ovariana policística ao ultrassom. Uma das manifestações cutâneas que pode acompanhar a anovulação crônica, especialmente na SOP, é a acantose nigricans. A acantose nigricans é uma condição dermatológica que se manifesta como áreas de hiperpigmentação e espessamento da pele, com textura aveludada, mais comumente observadas nas axilas, pescoço, virilhas e outras dobras cutâneas. Sua presença é um forte indicador de resistência periférica à insulina. Nesses pacientes, o pâncreas produz mais insulina para tentar manter os níveis de glicose normais, resultando em hiperinsulinemia. A hiperinsulinemia desempenha um papel central na fisiopatologia da SOP e na acantose nigricans. A insulina em excesso, além de seu papel metabólico, atua como um fator de crescimento. Ela se liga aos receptores de IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina 1) nos queratinócitos e fibroblastos dérmicos, estimulando sua proliferação e resultando nas lesões de acantose. Além disso, a hiperinsulinemia contribui para o hiperandrogenismo na SOP ao estimular a produção de androgênios pelos ovários e ao diminuir a síntese hepática da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), aumentando a fração livre e biologicamente ativa dos androgênios. O manejo envolve o tratamento da resistência à insulina, geralmente com modificações no estilo de vida e, em alguns casos, medicamentos como a metformina.
Acantose nigricans é uma condição dermatológica caracterizada por manchas escuras, aveludadas e espessadas na pele, mais comumente encontradas nas axilas, pescoço, virilhas e dobras cutâneas.
A resistência à insulina leva à hiperinsulinemia compensatória. Níveis elevados de insulina estimulam os receptores de fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) nos queratinócitos e fibroblastos dérmicos, promovendo seu crescimento e proliferação, resultando nas lesões de acantose nigricans.
Em condições como a SOP, a resistência à insulina e a hiperinsulinemia estimulam a produção ovariana de androgênios e diminuem a produção hepática de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), aumentando os níveis de androgênios livres, o que contribui para a anovulação crônica e as manifestações de hiperandrogenismo.
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