ENARE/ENAMED — Prova 2026
Adolescente de 13 anos, sexo masculino, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) devido a manchas escurecidas nas dobras do pescoço, axilas e virilhas. Ao exame físico, índice de massa corporal está no Z escore entre +2 e +3 para a idade e sexo, relação da circunferência abdominal/estatura aumentada, com manchas hipercrômicas no pescoço, axilas e raiz da coxa, sem outros achados significativos. Além de prescrever mudança de hábitos alimentares e aumento da atividade física, deve-se
Acantose nigricans + Obesidade adolescente → Rastreio metabólico = Perfil lipídico e USG abdome (esteatose hepática).
A acantose nigricans em adolescentes obesos é um forte marcador cutâneo de resistência à insulina e, consequentemente, de risco para síndrome metabólica. Além da mudança de hábitos, é fundamental investigar outras manifestações da síndrome, como dislipidemia e esteatose hepática, através de exames como perfil lipídico e ultrassonografia de abdome.
A obesidade infantil e adolescente é uma epidemia global com sérias consequências para a saúde a longo prazo. A acantose nigricans é um sinal clínico importante que alerta para a presença de resistência à insulina, um elo central na fisiopatologia da síndrome metabólica. Esta síndrome é um conjunto de fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e esteatose hepática não alcoólica. O manejo da obesidade em adolescentes vai além da simples prescrição de dieta e exercícios. É imperativo um rastreamento metabólico completo para identificar e intervir precocemente em outras manifestações da síndrome. Isso inclui a avaliação do perfil lipídico para dislipidemia e a ultrassonografia de abdome para detectar esteatose hepática, que é cada vez mais comum nessa faixa etária e pode progredir para doenças hepáticas mais graves. A abordagem deve ser multidisciplinar, focando na educação do paciente e da família sobre a importância das mudanças de estilo de vida e do acompanhamento médico regular.
É uma hiperpigmentação e espessamento da pele em dobras, frequentemente associada à resistência à insulina e obesidade, sendo um marcador cutâneo de risco metabólico.
Além da glicemia e hemoglobina glicada, são cruciais o perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos) e a ultrassonografia de abdome para avaliar esteatose hepática.
É um indicador simples e eficaz de adiposidade central, correlacionado com o risco de síndrome metabólica e doenças cardiovasculares, mesmo em crianças e adolescentes.
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