UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Acantose nigricans, caracterizada por hiperpigmentação aveludada, verrucosa e marrom, envolvendo pregas corporais e membranas mucosas, apresenta alto grau de associação com:
Acantose nigricans maligna → forte associação com adenocarcinoma gástrico.
A acantose nigricans, especialmente quando de início súbito e progressão rápida, deve levantar a suspeita de malignidade interna, sendo o adenocarcinoma gástrico a neoplasia mais frequentemente associada.
A acantose nigricans é uma dermatose caracterizada por hiperpigmentação, espessamento e aspecto aveludado da pele, predominantemente em áreas de dobras como pescoço, axilas, virilhas e, em casos mais graves, membranas mucosas. Embora frequentemente associada à resistência à insulina, obesidade e distúrbios endócrinos (acantose nigricans benigna), existe uma forma maligna que atua como uma síndrome paraneoplásica. A acantose nigricans maligna se distingue pela sua apresentação mais abrupta, rápida progressão e maior extensão das lesões, podendo envolver palmas, plantas e mucosas. Sua fisiopatologia está ligada à produção de fatores de crescimento pelos tumores, como o fator de crescimento transformador alfa (TGF-α), que estimula a proliferação de queratinócitos e fibroblastos. É crucial para o residente reconhecer a acantose nigricans maligna como um sinal de alerta para neoplasias internas. O câncer gástrico, particularmente o adenocarcinoma, é a malignidade mais comumente associada, respondendo por cerca de 60% dos casos. Outros tumores como os de pulmão, mama e ovário também podem estar relacionados. O diagnóstico da acantose nigricans maligna impõe uma investigação oncológica rigorosa para identificar o tumor subjacente.
A acantose nigricans é caracterizada por hiperpigmentação de coloração marrom-acinzentada, espessamento e aspecto aveludado da pele, geralmente em dobras cutâneas como pescoço, axilas e virilhas, podendo afetar mucosas.
A forma benigna está associada principalmente à resistência à insulina, obesidade e síndromes endócrinas. A forma maligna, de início mais súbito e progressão rápida, é uma síndrome paraneoplásica, frequentemente ligada a adenocarcinomas internos.
A acantose nigricans maligna tem uma associação muito forte com o adenocarcinoma gástrico, sendo um sinal cutâneo que pode preceder o diagnóstico da neoplasia, exigindo investigação imediata.
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