SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Paciente do sexo feminino, 56 anos, queixa-se de escurecimento da pele em região cervical posterior (veja foto) e axilas. A mesma é acompanhada por diabetes melitus tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica. Faz uso regular de Metformina 1,7 g/dia, Sinvastatina 20 mg/dia, AAS 100 mg/dia e Hidroclorotiazida 12,5 mg/dia. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas ilícitas. Exame físico evidencia peso de 85 kg, altura de 1,55 m, pressão arterial de 155 x 90 mmHg, discretas crepitações à movimentação passiva de ambos os joelhos e a alteração ilustrada na fotografia; demais aspectos inalterados. Exame ginecológico normal. Exames laboratoriais recentes: Hemoglobina glicada (HbA1C) = 6,2%, glicemia de jejum = 106 mg/dl, Colesterol total = 250 mg/dl, HDL = 30 mg/dl, Triglicerídeos = 300 mg/dl; demais exames séricos e sumário de urina normais. Mamografia = Bi-rads 2, Endoscopia Digestiva Alta e Baixa = normais, Radiografia de tórax normal. Qual das seguintes condutas tem maior impacto no controle da lesão dermatológica da paciente?
Acantose nigricans em DM2/obesidade → controle do peso (dieta + exercício) é a conduta de maior impacto.
A acantose nigricans é uma manifestação cutânea comum da resistência à insulina, frequentemente associada à obesidade e diabetes tipo 2. O tratamento mais eficaz visa a causa subjacente, sendo a perda de peso e a melhora da sensibilidade à insulina por meio de dieta e exercícios as intervenções mais impactantes.
A acantose nigricans é uma dermatose caracterizada por hiperpigmentação e espessamento aveludado da pele, mais comum em áreas de dobras como pescoço, axilas e virilhas. É uma condição clinicamente importante por ser um marcador cutâneo de resistência à insulina, frequentemente associada a condições como obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica. Sua identificação é crucial para a investigação e manejo das doenças metabólicas subjacentes. Fisiopatologicamente, a resistência à insulina leva a níveis elevados de insulina circulante, que atua como um fator de crescimento para queratinócitos e fibroblastos na pele, resultando na hiperpigmentação e espessamento característicos. O diagnóstico é clínico, e a presença da lesão deve alertar o médico para a necessidade de rastreamento de distúrbios metabólicos, mesmo em pacientes com exames aparentemente normais. O tratamento da acantose nigricans é primariamente o manejo da condição subjacente. Em casos associados à resistência à insulina e obesidade, a perda de peso através de dieta e exercícios físicos é a intervenção mais eficaz, pois melhora a sensibilidade à insulina e, consequentemente, a aparência da pele. Outras opções incluem retinoides tópicos ou orais, mas são secundárias ao controle da causa base.
A acantose nigricans se manifesta como hiperpigmentação e espessamento aveludado da pele, classicamente em regiões de dobras como pescoço, axilas e virilhas.
Em adultos, a principal causa é a resistência à insulina, frequentemente associada à obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Pode ser um marcador precoce dessas condições.
A perda de peso melhora a sensibilidade à insulina, reduzindo os níveis de insulina circulante. Isso diminui a estimulação dos queratinócitos e fibroblastos, levando à melhora da lesão cutânea.
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