HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Paciente com síndrome de ovários policísticos, apresenta ao exame físico acantose nigricans. Essa alteração está relacionada a:
Acantose nigricans em SOP → forte indício de resistência insulínica.
A acantose nigricans é uma manifestação cutânea caracterizada por hiperpigmentação e espessamento da pele, frequentemente observada em regiões de dobras. Em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), sua presença é um marcador clínico importante de resistência insulínica, um componente fisiopatológico chave da síndrome.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. A resistência insulínica é um componente fisiopatológico chave da SOP, presente em uma grande proporção das pacientes, independentemente do peso. A acantose nigricans é uma manifestação cutânea que serve como um marcador clínico visível de resistência insulínica e hiperinsulinemia. Ela se apresenta como áreas de pele escura, espessada e aveludada, mais comumente no pescoço, axilas e virilha. A insulina em excesso atua como um fator de crescimento para os queratinócitos e fibroblastos na pele, levando à proliferação celular e hiperpigmentação. O reconhecimento da acantose nigricans em pacientes com SOP é crucial, pois indica a necessidade de investigação e manejo da resistência insulínica, que está associada a um risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares. O tratamento da resistência insulínica, muitas vezes com modificações no estilo de vida e medicamentos como a metformina, pode melhorar tanto os aspectos metabólicos quanto os reprodutivos e cutâneos da SOP.
Acantose nigricans é uma condição cutânea caracterizada por manchas escuras, espessas e aveludadas na pele. Geralmente aparece em dobras e sulcos do corpo, como pescoço, axilas, virilha, cotovelos e abaixo das mamas.
A resistência insulínica leva a níveis elevados de insulina circulante (hiperinsulinemia). A insulina, em altas concentrações, age como um fator de crescimento para queratinócitos e fibroblastos na pele, resultando na proliferação celular e na hiperpigmentação características da acantose nigricans.
A resistência insulínica é um componente central da fisiopatologia da SOP. A hiperinsulinemia compensatória estimula a produção ovariana de androgênios, suprime a síntese hepática de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), aumentando os níveis de testosterona livre, e contribui para a disfunção ovulatória e o hiperandrogenismo observados na SOP.
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