HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
A doença encontrada em pacientes portadoras de síndrome de ovários policísticos acanthosis nigricans pode ser considerada como um marcador confiável de:
SOP + Acanthosis Nigricans → marcador confiável de resistência periférica à insulina.
A acanthosis nigricans é uma manifestação cutânea comum em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), indicando hiperinsulinemia e resistência à insulina, um componente fisiopatológico central da síndrome. Sua presença sugere a necessidade de investigação e manejo metabólico.
A acanthosis nigricans é uma condição dermatológica caracterizada por hiperpigmentação e espessamento da pele, com aspecto aveludado, comum em dobras cutâneas. Em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), sua presença é um forte indicador de resistência à insulina e hiperinsulinemia, afetando cerca de 50-70% das mulheres com SOP. É crucial para o residente reconhecer essa manifestação como um sinal de alerta metabólico. A fisiopatologia envolve a hiperinsulinemia compensatória à resistência à insulina. A insulina em excesso atua nos receptores de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) nos queratinócitos e fibroblastos dérmicos, promovendo sua proliferação e resultando nas lesões cutâneas. O diagnóstico é clínico, mas a identificação da causa subjacente, como a SOP, é fundamental para o manejo adequado. O tratamento da acanthosis nigricans na SOP foca no controle da resistência à insulina, através de mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) e, em alguns casos, medicamentos como a metformina. A melhora da resistência à insulina pode levar à regressão das lesões cutâneas. É um ponto importante para a prova e para a prática clínica, pois direciona a investigação e o manejo metabólico da paciente.
A acanthosis nigricans se manifesta como áreas de pele escura, espessada e aveludada, geralmente nas dobras cutâneas como pescoço, axilas e virilhas.
Na SOP, a resistência à insulina leva à hiperinsulinemia, que estimula o crescimento de queratinócitos e fibroblastos na pele, resultando na acanthosis nigricans.
Sua presença é um marcador confiável de resistência à insulina, indicando a necessidade de rastreamento e manejo de comorbidades metabólicas associadas à SOP.
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