Acanthosis Nigricans e SOP: Marcador de Resistência à Insulina

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015

Enunciado

A acanthosis nigricans observada em pacientes portadoras da síndrome de ovários policísticos é um marcador confiável de:

Alternativas

  1. A) Resistência periférica à insulina. 
  2. B) Hiperestrogenismo.
  3. C) Hipoandrogenismo .
  4. D) Hiperandrogenismo.
  5. E) Hiperprolactinemia.

Pérola Clínica

Acanthosis nigricans em SOP: marcador confiável de resistência periférica à insulina e hiperinsulinemia compensatória.

Resumo-Chave

A acanthosis nigricans, caracterizada por hiperpigmentação e espessamento da pele em áreas de dobras, é uma manifestação cutânea comum em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Ela é um marcador clínico direto da resistência periférica à insulina e da hiperinsulinemia compensatória, um componente fisiopatológico chave da SOP.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo que afeta mulheres em idade reprodutiva, sendo a causa mais comum de anovulação crônica e hiperandrogenismo. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, e sua apresentação clínica pode variar amplamente, incluindo irregularidades menstruais, hirsutismo, acne, infertilidade e obesidade. Uma das manifestações cutâneas frequentemente observadas em pacientes com SOP é a acanthosis nigricans. Esta condição é caracterizada por áreas de hiperpigmentação escura e espessamento aveludado da pele, classicamente encontradas em regiões de dobras como pescoço, axilas, virilhas e abaixo das mamas. A presença de acanthosis nigricans é um marcador clínico altamente confiável de resistência periférica à insulina e hiperinsulinemia compensatória. A resistência à insulina desempenha um papel central na fisiopatologia da SOP. A hiperinsulinemia resultante estimula a produção de androgênios pelos ovários e diminui a síntese hepática da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), elevando os níveis de testosterona livre e contribuindo para o hiperandrogenismo. Além disso, a insulina em excesso atua nos receptores de IGF-1 na pele, promovendo a proliferação de queratinócitos e fibroblastos, o que se manifesta como acanthosis nigricans. Portanto, a identificação dessa lesão cutânea é um importante sinal para investigar a resistência à insulina e otimizar o manejo da SOP, que pode incluir mudanças no estilo de vida e medicamentos sensibilizadores de insulina.

Perguntas Frequentes

O que é acanthosis nigricans e onde ela se manifesta?

Acanthosis nigricans é uma condição cutânea caracterizada por hiperpigmentação escura e espessamento aveludado da pele, geralmente observada em dobras como pescoço, axilas, virilhas e abaixo das mamas.

Qual a relação fisiopatológica entre acanthosis nigricans e resistência à insulina?

A resistência à insulina leva à hiperinsulinemia compensatória. A insulina em excesso, em altas concentrações, age nos receptores de fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) na pele, estimulando a proliferação de queratinócitos e fibroblastos, resultando na acanthosis nigricans.

Como a resistência à insulina se relaciona com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

A resistência à insulina é um componente central da fisiopatologia da SOP, contribuindo para o hiperandrogenismo (pelo aumento da produção de androgênios ovarianos e diminuição da SHBG hepática) e para as disfunções ovulatórias características da síndrome.

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