SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
A acalasia é um distúrbio de motilidade esofágica que pode ser classificada em três tipos diferentes de acordo com a classificação de Chicago, com base nos achados de manometria de alta resolução (HRM). Qual dos seguintes achados manométricos é característico da acalasia tipo II?
Acalasia Tipo II = IRP > 15 + Pressurização Panesofágica em ≥ 20% das deglutições.
A Classificação de Chicago utiliza a Manometria de Alta Resolução para fenotipar a acalasia; o Tipo II é o mais comum e o que melhor responde ao tratamento clínico/cirúrgico.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela perda dos neurônios do plexo mioentérico, resultando na falha do relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e na aperistalse do corpo esofágico. A Classificação de Chicago (atualmente na versão 4.0) padronizou o diagnóstico através da Manometria de Alta Resolução (HRM). Os três tipos de acalasia compartilham o IRP elevado. O Tipo I (Acalasia Clássica) não possui pressurização. O Tipo II (Acalasia com Pressurização Panesofágica) é definido pela presença de compressão vertical do esôfago em ≥ 20% das deglutições. O Tipo III (Acalasia Espástica) apresenta contrações prematuras ou espásticas (DCI > 450 mmHg.s.cm). Identificar o Tipo II é crucial, pois este fenótipo é o preditor mais forte de resposta positiva ao tratamento intervencionista.
O IRP (Integrated Relaxation Pressure) é o principal parâmetro da manometria de alta resolução para avaliar a junção esofagogástrica. Ele mede a pressão média de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) durante a deglutição. Um IRP elevado (geralmente > 15 mmHg) indica uma obstrução ao fluxo na transição esofagogástrica, critério essencial para o diagnóstico de acalasia.
Ambas apresentam IRP elevado e ausência de peristalse normal. A diferença reside na pressão intrabolus: o Tipo I (clássica) apresenta 100% de falha peristáltica sem pressurização significativa no corpo esofágico. O Tipo II apresenta pressurização panesofágica (compressão do bolo alimentar entre o EEI não relaxado e a onda de contração) em pelo menos 20% das deglutições.
A acalasia tipo II é clinicamente relevante por ser o subtipo que apresenta as melhores taxas de sucesso terapêutico, seja com a miotomia de Heller, o POEM (Peroral Endoscopic Myotomy) ou a dilatação pneumática. A pressurização panesofágica indica que o corpo esofágico ainda mantém alguma reserva funcional contrátil, ao contrário do Tipo I.
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