SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Mulher de 49 anos apresenta acalasia de longa data, tratada com Botox, dilatação e miotomia endoscópica por duas vezes. Evoluiu com estenose não passível de tratamento endoscópico e perda ponderal importante. Nesse caso, o melhor tratamento consiste na realização de:
Acalasia refratária com estenose e perda ponderal → Esofagectomia transhiatal é a melhor opção.
Em casos de acalasia refratária a múltiplas terapias endoscópicas e cirúrgicas, especialmente quando há estenose intratável e perda ponderal significativa, a esofagectomia é a opção mais radical, mas muitas vezes a única eficaz para restaurar a passagem alimentar e melhorar a qualidade de vida.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela ausência de peristalse esofágica e relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI). A doença leva à disfagia progressiva, regurgitação e perda ponderal. O tratamento inicial visa aliviar a obstrução do EEI, mas em casos de longa data e múltiplas falhas terapêuticas, a doença pode progredir para um esôfago dilatado e tortuoso, ou com estenose. Quando a acalasia se torna refratária a tratamentos como injeções de Botox, dilatações pneumáticas e miotomia (seja cirúrgica de Heller ou POEM), e o paciente desenvolve estenose não passível de tratamento endoscópico com perda ponderal significativa, a esofagectomia transhiatal emerge como a opção terapêutica definitiva. Este procedimento remove o esôfago doente, sendo geralmente seguido por uma reconstrução com interposição gástrica ou jejunal. A decisão pela esofagectomia é complexa e deve ser tomada em um centro especializado, considerando o estado nutricional do paciente, comorbidades e a extensão da doença esofágica. Embora seja um procedimento de grande porte, pode oferecer uma melhora substancial na qualidade de vida para pacientes com acalasia avançada e refratária, sendo um ponto crucial para residentes entenderem no manejo de doenças esofágicas complexas.
A acalasia é considerada refratária quando há falha ou recorrência dos sintomas após múltiplas tentativas de tratamento, incluindo dilatações pneumáticas, injeções de toxina botulínica e miotomia cirúrgica ou endoscópica, resultando em disfagia persistente e perda de peso.
A esofagectomia é indicada em casos avançados de acalasia, especialmente quando há estenose intratável, esôfago sigmoide ou falha de múltiplas terapias, pois remove o esôfago doente, eliminando o problema de obstrução e restaurando a capacidade de alimentação.
As alternativas iniciais para acalasia incluem injeção de toxina botulínica, dilatação pneumática endoscópica e miotomia de Heller (cirúrgica ou POEM). Essas opções visam relaxar o esfíncter esofágico inferior, mas podem falhar a longo prazo.
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