UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
O melhor tratamento para um paciente portador de acalasia de esôfago com megaesôfago grau IV de Rezende é:
Megaesôfago grau IV de Rezende → esofagectomia com esofagogastroplastia cervical.
A acalasia grau IV de Rezende representa um estágio avançado da doença, com dilatação e tortuosidade significativas do esôfago. Nesses casos, tratamentos menos invasivos como dilatação ou miotomia de Heller são insuficientes, sendo a esofagectomia o tratamento definitivo.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico, resultando em disfagia, regurgitação e perda de peso. A classificação de Rezende, baseada em achados radiográficos, estratifica a gravidade do megaesôfago, sendo o Grau IV o estágio mais avançado, com grande dilatação e tortuosidade do esôfago. O tratamento da acalasia visa aliviar a obstrução funcional no EEI. Para os graus iniciais (I a III), opções como a dilatação endoscópica com balão, injeção de toxina botulínica no EEI, miotomia cirúrgica de Heller com fundoplicatura parcial ou miotomia endoscópica peroral (POEM) são eficazes. Essas abordagens buscam reduzir a pressão do EEI e melhorar o esvaziamento esofágico. No entanto, em pacientes com megaesôfago grau IV de Rezende, onde o esôfago está marcadamente dilatado, alongado e tortuoso (dolicomegaesôfago), os tratamentos menos invasivos geralmente falham em proporcionar alívio duradouro. Nesses casos avançados, a esofagectomia, com reconstrução do trânsito digestório por esofagogastroplastia cervical, é considerada o tratamento definitivo e de escolha, visando a remoção do órgão doente e a restauração da capacidade de deglutição.
A classificação de Rezende avalia o grau de dilatação e tortuosidade do esôfago na acalasia, variando de Grau I (sem dilatação) a Grau IV (grande dilatação e tortuosidade, "dolicomegaesôfago").
No grau IV, o esôfago está tão dilatado e tortuoso que os tratamentos que visam apenas relaxar o esfíncter esofágico inferior (como a miotomia) são ineficazes para restaurar o trânsito alimentar, sendo necessária a remoção do órgão.
Para graus I a III, as opções incluem dilatação endoscópica com balão, injeção de toxina botulínica, miotomia de Heller (cirúrgica) ou miotomia endoscópica peroral (POEM).
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