FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A acalasia decorre de uma degeneração das células ganglionares do plexo mioentérico do esôfago, promovendo uma falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior. Para pacientes com classificação de Chicago tipo 1 qual é o tratamento mais efetivo?
Acalasia Tipo 1 → Cardiomiotomia de Heller + Fundoplicatura é o padrão cirúrgico.
Para a acalasia tipo 1 (clássica), a cardiomiotomia de Heller associada a uma válvula antirrefluxo (fundoplicatura) oferece excelentes resultados a longo prazo no alívio da disfagia.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse. A Classificação de Chicago, baseada na manometria de alta resolução, divide a acalasia em três tipos, o que orienta o prognóstico e o tratamento. O Tipo 1 responde muito bem à redução da pressão do EEI. A Cardiomiotomia de Heller (seccionando as fibras musculares do cárdia) é o procedimento cirúrgico mais realizado. A adição da fundoplicatura (parcial, como a de Dor ou Toupet) é mandatória para proteger a mucosa esofágica do ácido gástrico, já que o mecanismo de barreira natural foi destruído pela miotomia.
A Acalasia Tipo 1, ou clássica, é definida pela ausência de peristaltismo esofágico e ausência de pressurização esofágica (pan-pressurização). Na manometria de alta resolução, observa-se uma pressão de relaxamento integrada (IRP) elevada do esfíncter esofágico inferior, sem qualquer atividade contrátil efetiva no corpo do esôfago.
A Cardiomiotomia de Heller oferece um alívio de sintomas mais duradouro e definitivo em comparação com a dilatação pneumática, que frequentemente exige múltiplas sessões e tem maior risco de perfuração esofágica. Além disso, a cirurgia permite a confecção de uma fundoplicatura para prevenir o refluxo, complicação comum após a abertura do esfíncter.
Sim, a Miotomia Endoscópica Peroral (POEM) é uma alternativa excelente e minimamente invasiva para todos os tipos de acalasia, especialmente o Tipo 3. No entanto, em provas de residência e diretrizes clássicas, a Cardiomiotomia de Heller com fundoplicatura ainda é frequentemente citada como o tratamento de escolha para os Tipos 1 e 2 devido ao robusto acompanhamento de longo prazo.
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