Acalasia: Diagnóstico e Conduta Cirúrgica (Heller-Pinotti)

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Ricardo, um paciente de 42 anos, procura atendimento médico com queixa de disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e, nos últimos seis meses, também para líquidos. Relata episódios frequentes de regurgitação de alimentos não digeridos, principalmente ao deitar-se, e perda ponderal de 9 kg no último ano. Nega tabagismo ou outras comorbidades conhecidas. Durante a investigação, a endoscopia digestiva alta revelou esôfago com resíduos alimentares e resistência à passagem do aparelho na junção esofagogástrica, sem lesões mucosas. O esofagograma demonstrou uma dilatação do corpo esofágico com diâmetro transverso máximo de 6,5 cm e imagem em "bico de pássaro" na transição distal. A manometria esofágica de alta resolução confirmou o diagnóstico de acalasia idiopática ao demonstrar ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalsis completa. Com base na classificação radiológica de Mascarenhas e no quadro clínico apresentado, a conduta cirúrgica mais adequada para este paciente é:

Alternativas

  1. A) Dilatação pneumática endoscópica com balão de 30 a 40 mm.
  2. B) Esofagectomia trans-hiatal com reconstrução por tubo gástrico.
  3. C) Cardioplastia à Serra-Dória associada à gastrectomia parcial.
  4. D) Esofagomiotomia a Heller associada à fundoplicatura parcial.

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