Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
A acalasia é o distúrbio da motilidade esofágica mais bem compreendido atualmente. Tendo em vista essa patologia, assinale a alternativa correta.
Acalasia ↑ risco de carcinoma esofágico (principalmente escamoso), com probabilidade de até 8% em 20 anos.
A acalasia é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de câncer de esôfago, principalmente o carcinoma de células escamosas, devido à estase alimentar e inflamação crônica. A vigilância endoscópica é recomendada para esses pacientes, embora não haja um consenso universal sobre a frequência ideal.
A acalasia é um distúrbio primário da motilidade esofágica caracterizado pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico. Sua etiologia é idiopática na maioria dos casos, envolvendo a degeneração dos neurônios inibitórios do plexo mioentérico de Auerbach. É uma condição rara, mas que causa morbidade significativa devido à disfagia progressiva. A fisiopatologia central reside na perda das células ganglionares inibitórias, que liberam óxido nítrico e VIP (peptídeo intestinal vasoativo), resultando em contração tônica do EEI e falha na propagação das ondas peristálticas. O diagnóstico é estabelecido pela manometria esofágica de alta resolução, que é o padrão-ouro. A endoscopia digestiva alta e o esofagograma baritado (com a clássica imagem em "bico de pássaro") são exames complementares importantes para excluir outras causas e avaliar complicações. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações, não curar a doença. As opções incluem dilatação pneumática, miotomia de Heller (cirúrgica) ou miotomia endoscópica peroral (POEM), e injeção de toxina botulínica. É crucial monitorar os pacientes com acalasia a longo prazo devido ao risco aumentado de carcinoma de células escamosas do esôfago, que pode chegar a 8% em 20 anos, justificando a vigilância endoscópica periódica.
A acalasia está mais fortemente associada ao carcinoma de células escamosas do esôfago, devido à estase alimentar e inflamação crônica que predispõem a alterações displásicas.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico de acalasia é a manometria esofágica de alta resolução, que demonstra a ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse do corpo esofágico.
A tríade clássica de sintomas da acalasia inclui disfagia para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos e dor torácica (não odinofagia, que é dor ao engolir).
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