ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
REZENDE J. M.; LAUAR K. M.; OLIVEIRA. A. R. Aspectos clínicos e radiológicos da aperistalse do esôfago. Revista Brasileira de Gastroenterologia. 1960; 12: 247 – 62.No tratamento da doença representada nesse exame radiológico contrastado, podem ser usadas determinadas técnicas cirúrgicas. Assinale a alternativa que indica essas técnicas.
Acalasia: Tratamento cirúrgico inclui miotomia (Heller, Thal-Hatafuku) e esofagectomia para casos avançados.
A aperistalse do esôfago, ou acalasia, é uma doença motora esofágica. As opções cirúrgicas para seu tratamento visam aliviar a obstrução na junção esofagogástrica, como a cardiomiotomia (ex: Thal-Hatafuku) ou, em casos mais graves e refratários, a esofagectomia.
A acalasia é uma doença motora primária do esôfago caracterizada pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e pela aperistalse do corpo esofágico. Essa condição leva à disfagia progressiva, regurgitação e perda de peso, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. Para residentes e estudantes, o conhecimento das opções de tratamento, especialmente as cirúrgicas, é fundamental para o manejo adequado desses pacientes e para as provas de residência. O diagnóstico da acalasia é feito por esofagograma (que mostra o 'bico de pássaro' e dilatação esofágica) e manometria esofágica de alta resolução (que confirma a ausência de peristalse e o relaxamento incompleto do EEI). O tratamento visa aliviar a obstrução funcional na junção esofagogástrica. As opções incluem dilatação pneumática endoscópica, injeção de toxina botulínica e, principalmente, o tratamento cirúrgico. As técnicas cirúrgicas mais comuns são a cardiomiotomia à Heller, que pode ser realizada por via laparoscópica, e suas variações que incluem uma fundoplicatura parcial (como a de Thal-Hatafuku ou Dor) para prevenir o refluxo gastroesofágico pós-miotomia. Em casos de doença avançada, com grande dilatação esofágica (megaesôfago sigmoide) ou falha de múltiplos tratamentos, a esofagectomia total pode ser necessária. É crucial diferenciar essas técnicas de outras cirurgias gastrointestinais e entender suas indicações específicas para um manejo otimizado da acalasia.
As principais técnicas cirúrgicas para acalasia incluem a cardiomiotomia à Heller (laparoscópica ou aberta), que consiste no corte das fibras musculares do esôfago distal e cárdia, e a cardiomiotomia com fundoplicatura parcial (como a de Thal-Hatafuku ou Dor) para prevenir refluxo gastroesofágico. Em casos de megaesôfago avançado ou falha de tratamentos prévios, a esofagectomia pode ser indicada.
A esofagectomia é geralmente reservada para casos de acalasia avançada, como megaesôfago sigmoide, falha de múltiplas terapias endoscópicas ou cirúrgicas prévias, ou quando há suspeita de malignidade. É um procedimento mais invasivo, com maior morbimortalidade, mas que oferece a cura definitiva da disfagia.
O objetivo da cardiomiotomia é aliviar a obstrução funcional na junção esofagogástrica, causada pela falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e pela aperistalse do corpo esofágico. Ao cortar as fibras musculares do EEI, a cirurgia permite a passagem do alimento para o estômago, melhorando a disfagia.
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