UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Homem, 45 anos, proveniente de São Raimundo Nonato-PI, com regurgitação, disfagia para alimentos sólidos há cinco anos e emagrecimento, foi encaminhado para ambulatório do Hospital Universitário do Piauí tendo realizado manometria, que revela aperistalse do corpo do esôfago, ausência do relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) com a deglutição e pressão do EEI de 50 mmHg. A esofagografia mostra diâmetro esofagiano de 4 cm e videoendoscopia digestiva alta demonstra retenção alimentar e dilatação esofágica. A conduta é:
Acalasia (aperistalse + EEI hipertenso/não relaxa) → Esofagomiotomia de Heller + fundoplicatura.
O quadro clínico (disfagia, regurgitação, emagrecimento) associado aos achados manométricos (aperistalse do corpo esofágico, ausência de relaxamento do EEI e pressão elevada do EEI) e radiológicos (dilatação esofágica) é clássico de acalasia. A esofagomiotomia de Heller, frequentemente associada a uma fundoplicatura parcial, é o tratamento cirúrgico padrão-ouro.
A acalasia esofágica é um distúrbio primário da motilidade esofágica caracterizado pela ausência de peristalse no corpo do esôfago e falha no relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) durante a deglutição, frequentemente associada a uma pressão elevada do EEI. A etiologia é multifatorial, mas envolve a degeneração dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach. Os sintomas clássicos incluem disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos e perda de peso. O diagnóstico da acalasia é estabelecido pela manometria esofágica de alta resolução, que é o padrão-ouro. Achados radiológicos na esofagografia podem mostrar dilatação esofágica, retenção de bário e o clássico "bico de pássaro" no EEI. A endoscopia digestiva alta é importante para excluir outras causas de disfagia e avaliar complicações como esofagite ou carcinoma. O tratamento da acalasia visa aliviar a obstrução funcional do EEI. As opções incluem dilatação pneumática endoscópica, injeção de toxina botulínica e tratamento cirúrgico. A esofagomiotomia de Heller, realizada preferencialmente por videolaparoscopia, é considerada o tratamento cirúrgico padrão-ouro, pois proporciona alívio duradouro dos sintomas. É comum associar uma fundoplicatura parcial (como a de Dor ou Toupet) para prevenir o refluxo gastroesofágico pós-operatório.
Os critérios incluem aperistalse do corpo esofágico, ausência de relaxamento ou relaxamento incompleto do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e, frequentemente, pressão elevada do EEI.
A esofagomiotomia de Heller é o tratamento cirúrgico de escolha porque visa aliviar a obstrução funcional causada pela falha de relaxamento do EEI, cortando as fibras musculares do esfíncter, melhorando o esvaziamento esofágico.
A fundoplicatura (geralmente parcial, como a de Dor ou Toupet) é realizada para prevenir o refluxo gastroesofágico, uma complicação comum após a miotomia que enfraquece o EEI.
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